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16 de abril de 2026 06:01

Com construção de usina, Sergipe avança como polo energético

Com construção de usina, Sergipe avança como polo energético

O estado busca se consolidar como um dos principais polos de gás natural e geração de energia do País
Foto: Reprodução/Internet

Em Sergipe, a Usina Termelétrica Porto Sergipe 2, ainda em construção, será interligada à malha nacional de transporte por meio do gasoduto da Transportadora Associada de Gás (TAG). A construção é parte do  Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI) e está sob responsabilidade da Eneva.  A empresa foi a ganhadora do Leilão Nacional de Reserva de Capacidade. No último mês, apresentou ao governador Fábio Mitidieri a prospecção do investimento de quase R$ 7 bilhões aplicados até 2028.

De acordo com o governo estadual, a Eneva prevê que a obra impulsionará a economia local e fortalecerá a cadeia produtiva da região. “A expansão do Hub Sergipe é um movimento estratégico para consolidar ainda mais a posição da Eneva como um dos principais players do setor energético no Brasil. Ao ampliar a geração termelétrica integrada ao nosso terminal de GNL, maximizamos a eficiência da infraestrutura existente, otimizamos a logística de suprimento e aumentamos a escala operacional do hub”, explica Lino Cançado, CEO da Eneva.

A companhia, maior operadora termelétrica do país, é responsável pela Porto Sergipe 1, usina já instalada no local – com uma produção de 1,6GW. Até 2028, a empresa produzirá mais 1,3GW, quando a Porto Sergipe 2 ficar pronta. O governo estadual e a Eneva preveem a geração de cerca de três mil empregos diretos e indiretos durante o  processo de construção da segunda usina.

A segunda termelétrica será construída na Barra dos Coqueiros. Valmor Barbosa, secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência e Tecnologia, reforça que a nova termelétrica a gás na região é um marco que impulsiona o estado como um hub de energia. “A nova usina, somada à produção de gás natural em 2030, fortalecerá a industrialização, gerando empregos e renda para a população. A iniciativa representa uma fronteira de oportunidades para o estado. É a esperança de um futuro promissor.”

Com essa construção, o estado busca se consolidar como um dos principais polos de gás natural e geração de energia do país. “A construção do gasoduto teve influência direta do governo estadual, que ofereceu incentivos fiscais para a aquisição da tubulação, por meio do Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial (PSDI). O complexo integrado pelas termelétricas e o gasoduto abre uma alternativa ao abastecimento na região Nordeste e restante do país, contribuindo para a segurança energética, a modicidade tarifária e a potencial redução do preço do gás natural por meio da concorrência entre supridores da rede”, pontua Valmor.

O Governo de Sergipe vem atuando como interlocutor junto ao poder público e a cadeia produtiva, promovendo contatos e acionando diversas instâncias com o objetivo de conferir celeridade e eficiência ao andamento dos projetos.

Atualmente, o estado ocupa o segundo lugar na classificação nacional do Ranking do Mercado Livre do Gás Natural (Relivre), que quantifica, com base nos aspectos legais e regulatórios, as melhores práticas em cada região.

Em comunicado do governo, o secretário de Estado do Trabalho, Jorge Teles, frisou que Sergipe se prepara para avançar mais um passo no desenvolvimento. “A chegada da nova usina gera um impacto positivo na economia local na geração de novos postos de trabalho durante a construção e operação. O governo cria um ambiente favorável aos negócios e prepara sua mão de obra para que os empregos sejam preenchidos por especialistas sergipanos.”

Durante visita  ao canteiro de obras, o governador do estado parabenizou a companhia pela construção e celebrou a ampliação do hub de energia na região. “Sergipe é um dos maiores players do mercado de energia do Brasil”, destacou.

O começo das obras se deu logo após a vitória no Leilão Nacional, em março de 2026, uma vez que o início da operação da usina está previsto para outubro de 2028. “Não é apenas o início de uma obra. A construção gerará cerca de três mil empregos. Temos que pensar estrategicamente. A vida útil da usina é de 30 a 40 anos, o que beneficiará o país além do contrato inicial de 15 anos, por isso nos dedicamos”, destaca Lino Cançado, presidente da Eneva.

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