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19 de maio de 2026 07:02

Novo centro cultural em Mossoró aposta na economia criativa como motor de desenvolvimento

Novo centro cultural em Mossoró aposta na economia criativa como motor de desenvolvimento

Novo equipamento instalado em teatro histórico amplia oferta cultural, estimula turismo e fortalece cadeias produtivas no interior potiguar
Foto: Divulgação/BNB

A inauguração do Banco do Nordeste Cultural Mossoró, na semana passada, marca não apenas a entrega de um novo equipamento cultural, mas também a aposta na cultura como vetor de desenvolvimento econômico no interior do Rio Grande do Norte. Instalado no histórico Teatro Lauro Monte Filho, o espaço passa a integrar a rede cultural do Banco do Nordeste após um hiato de quase duas décadas sem novas unidades próprias.

Com investimento de cerca de R$ 4 milhões, o prédio — originalmente construído em 1964 e conhecido por abrigar o antigo Cine Cid — foi restaurado e modernizado, ganhando infraestrutura tecnológica de ponta e acessibilidade ampliada. A requalificação do espaço representa também a valorização do patrimônio histórico local, criando um ambiente propício para a dinamização da atividade cultural e econômica da região.

Durante a cerimônia, que contou com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, da governadora Fátima Bezerra e do presidente do banco, Paulo Câmara, foi destacado o papel estratégico da iniciativa. Segundo Câmara, o investimento reforça a visão de que cultura e desenvolvimento caminham juntos, especialmente no fortalecimento da economia criativa.

A expectativa é que o novo centro cultural atue como indutor de atividades econômicas ligadas ao turismo, serviços e produção artística. A cadeia produtiva da cultura — que envolve desde artistas e técnicos até pequenos empreendedores — tende a ser diretamente beneficiada pela ampliação da programação e pelo aumento do fluxo de público.

Dados do próprio banco indicam que, mesmo antes da inauguração oficial, ações culturais realizadas entre 2024 e 2026 já movimentaram mais de R$ 3,3 milhões e atraíram cerca de 88 mil pessoas em Mossoró e outras cidades potiguares. Com a estrutura permanente, a tendência é de expansão desses números.

Além disso, a iniciativa dialoga com políticas nacionais de incentivo, como a ampliação do alcance da Lei Rouanet, defendida por Margareth Menezes como instrumento de descentralização dos investimentos culturais.

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