
A inauguração do Banco do Nordeste Cultural Mossoró, na semana passada, marca não apenas a entrega de um novo equipamento cultural, mas também a aposta na cultura como vetor de desenvolvimento econômico no interior do Rio Grande do Norte. Instalado no histórico Teatro Lauro Monte Filho, o espaço passa a integrar a rede cultural do Banco do Nordeste após um hiato de quase duas décadas sem novas unidades próprias.
Com investimento de cerca de R$ 4 milhões, o prédio — originalmente construído em 1964 e conhecido por abrigar o antigo Cine Cid — foi restaurado e modernizado, ganhando infraestrutura tecnológica de ponta e acessibilidade ampliada. A requalificação do espaço representa também a valorização do patrimônio histórico local, criando um ambiente propício para a dinamização da atividade cultural e econômica da região.
Durante a cerimônia, que contou com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, da governadora Fátima Bezerra e do presidente do banco, Paulo Câmara, foi destacado o papel estratégico da iniciativa. Segundo Câmara, o investimento reforça a visão de que cultura e desenvolvimento caminham juntos, especialmente no fortalecimento da economia criativa.
A expectativa é que o novo centro cultural atue como indutor de atividades econômicas ligadas ao turismo, serviços e produção artística. A cadeia produtiva da cultura — que envolve desde artistas e técnicos até pequenos empreendedores — tende a ser diretamente beneficiada pela ampliação da programação e pelo aumento do fluxo de público.
Dados do próprio banco indicam que, mesmo antes da inauguração oficial, ações culturais realizadas entre 2024 e 2026 já movimentaram mais de R$ 3,3 milhões e atraíram cerca de 88 mil pessoas em Mossoró e outras cidades potiguares. Com a estrutura permanente, a tendência é de expansão desses números.
Além disso, a iniciativa dialoga com políticas nacionais de incentivo, como a ampliação do alcance da Lei Rouanet, defendida por Margareth Menezes como instrumento de descentralização dos investimentos culturais.