
Sergipe registrou rendimento médio mensal de R$ 2.591 em 2025, alta de 11,7% em relação ao ano anterior, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O crescimento foi o maior do Nordeste e o segundo maior do país.
Os números, analisados pelo Observatório de Sergipe, ligado à Secretaria Especial de Planejamento, Orçamento e Inovação (Seplan), consideram todas as fontes de renda da população, incluindo salários, aposentadorias e benefícios sociais. O levantamento também mostrou que Sergipe teve o segundo maior rendimento médio mensal da região Nordeste em 2025.
Outro destaque foi o percentual de sergipanos com algum tipo de rendimento: 65,2% da população do estado, estimada em 2,3 milhões de habitantes, registraram ganhos mensais, o maior índice desde o início da série histórica da pesquisa.
Ao considerar apenas os rendimentos provenientes do trabalho, o estado alcançou média de R$ 2.855, valor recorde na série histórica da Pnad Contínua e 14,7% superior ao registrado em 2024.
Segundo Michele Doria, gerente de Estudos Socioeconômicos do Observatório de Sergipe, os resultados refletem o avanço da atividade econômica e o aumento das oportunidades de trabalho e renda no estado.
Os dados também trouxeram informações sobre desigualdade social. O índice de Gini do rendimento domiciliar per capita ficou em 0,532 em Sergipe. No caso dos rendimentos do trabalho, o indicador alcançou 0,536. Quanto mais próximo de zero, menor é a desigualdade de renda.
A pesquisa apontou ainda queda na participação do Bolsa Família nos domicílios sergipanos. O percentual de residências beneficiadas caiu de 33,2% em 2024 para 29,6% em 2025. Entre os lares que recebem o benefício, a renda domiciliar per capita média foi de R$ 658, menos de 30% da registrada em famílias sem o auxílio.