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18 de maio de 2026 20:25

Banco do Nordeste amplia crédito, lucros e projetos sustentáveis e reforça papel no desenvolvimento regional

Banco do Nordeste amplia crédito, lucros e projetos sustentáveis e reforça papel no desenvolvimento regional

Resultados financeiros e iniciativas em agroecologia e economia circular evidenciam estratégia de crescimento com inclusão produtiva no Nordeste
Foto:BNB

O Banco do Nordeste consolidou, nos primeiros meses de 2026, um movimento de expansão que combina desempenho financeiro robusto com fortalecimento de políticas voltadas ao desenvolvimento sustentável. A instituição registrou lucro líquido de R$ 488 milhões no primeiro trimestre, alta de 43% em relação ao mesmo período do ano anterior, ao mesmo tempo em que amplia investimentos em crédito rural, inovação e inclusão produtiva em sua área de atuação.

O crescimento dos resultados está diretamente ligado à expansão da carteira de crédito, que alcançou R$ 181,4 bilhões, e ao aumento das operações, que somaram R$ 11,5 bilhões em contratações apenas nos երեք primeiros meses do ano. Parte relevante desse avanço vem das microfinanças, com destaque para o programa Agroamigo, voltado ao crédito rural, que movimentou R$ 2,4 bilhões, crescimento de quase 30% na comparação anual.

Esse fortalecimento do crédito encontra reflexo direto no campo. Em 2025, o banco aplicou R$ 1,6 bilhão em mais de 124 mil operações destinadas à agricultura familiar de base agroecológica, financiadas por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar. O volume representa um salto expressivo em relação ao ano anterior, com crescimento de 335% no valor financiado.

As linhas de crédito incluem iniciativas como Pronaf Agroecologia e sistemas agroflorestais, que incentivam práticas sustentáveis e diversificação produtiva. A expectativa para 2026 é de nova expansão, com previsão de R$ 1,8 bilhão em financiamentos voltados ao segmento. O modelo busca não apenas ampliar a produção, mas também estimular a transição para sistemas mais resilientes e ambientalmente responsáveis.

Além do campo, o Banco do Nordeste também investe em projetos urbanos de inovação com impacto social. Um exemplo é o apoio de R$ 1,028 milhão ao projeto “Inovação e Socioeconomia Circular na Lagoa Mundaú”, em Maceió. A iniciativa, executada pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade, tem como foco o reaproveitamento de conchas de sururu por marisqueiras locais, transformando resíduos em insumos para a construção civil.

Financiado com recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico, Científico, Tecnológico e de Inovação, o projeto pretende ampliar em 30% a inserção formal dessas trabalhadoras na cadeia produtiva. A proposta envolve modernização da produção, introdução de novos equipamentos e reorganização dos processos, com expectativa de reduzir custos e elevar a produtividade.

Mais do que ganhos econômicos, a iniciativa tem impacto direto na inclusão social e na valorização do trabalho feminino. Ao transformar resíduos antes descartados em produtos de maior valor agregado, o projeto fortalece a autonomia financeira das marisqueiras e contribui para a construção de uma economia circular na região.

Presidente do BNB, Paulo Câmara / Foto: Fernando Cavalcante

A atuação do banco, portanto, revela uma estratégia que vai além dos indicadores financeiros. Ao combinar crédito, inovação e sustentabilidade, a instituição reforça seu papel como agente de desenvolvimento regional. Segundo a direção do banco, os resultados refletem não apenas ganhos de eficiência operacional, mas também o compromisso com políticas públicas voltadas à redução das desigualdades e ao fortalecimento das economias locais.

Nesse contexto, a diversificação das fontes de financiamento e a ampliação de parcerias com organismos internacionais também aparecem como vetores de crescimento, especialmente para apoiar projetos sustentáveis. A tendência é de que o banco continue expandindo sua atuação em áreas estratégicas, como agroecologia, economia criativa e inovação tecnológica.

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