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14 de junho de 2024 20:04

Recife mantém liderança no PIB per capita do Nordeste; Salvador registra a menor performance nacional

Recife mantém liderança no PIB per capita do Nordeste; Salvador registra a menor performance nacional

Dados do IBGE revelam posicionamento das capitais brasileiras no ranking

Na última sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou os dados referentes ao Produto Interno Bruto (PIB) per capita dos municípios brasileiros em 2021. De acordo com o IBGE, Recife se mantém como a cidade do Nordeste com o maior PIB per capita, enquanto Salvador desce posições e se torna a capital com o menor PIB per capita do Brasil.

Vista aérea do Recife, PernambucoImagem: Getty Images
Vista aérea do Recife, Pernambuco
Imagem: Getty Images

Joana Portela Florêncio, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Recife, destaca a robustez da economia da cidade como um fator essencial para a rápida recuperação diante do cenário adverso causado pela pandemia.

“Analisando a economia do Recife, percebemos a importância de manter ações que assegurem a solidez econômica, tanto por meio de investimentos públicos quanto no estímulo ao setor privado em diversos segmentos. Nesse cenário desafiador, essa abordagem econômica demonstra sua força para reverter o panorama negativo e se recuperar de forma ágil. Vale destacar que os dados são de 2021, quando a gestão municipal ainda não tinha acessado operações de crédito para realizar os grandes investimentos na cidade. Mesmo assim, continuamos a ser a cidade líder no Nordeste em termos de PIB per capita,” ressaltou a secretária.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sdecti) do Recife estima que os anos seguintes, analisados pelo IBGE, testemunharão gerações de riquezas ainda mais expressivas. Isso se justifica pelo fato de que, ao somar 2021, 2022 e 2023, o Recife passou pelo maior ciclo de investimentos da década, totalizando aportes de mais de R$ 1,5 bilhão. “Considerando que o investimento público é um dos elementos-chave para impulsionar a economia nas cidades, isso terá um impacto significativo no indicador do PIB,” complementou a secretária.

O PIB per capita é um indicador crucial do bem-estar econômico, mostrando a relação entre a riqueza gerada na cidade e sua população. O desempenho do Recife torna-se ainda mais notável ao considerar a redução da desigualdade social e econômica, conforme indicado pelo índice de Gini.

Veja a tabela a seguir com a razão entre o PIB per capita dos Municípios das Capitais e o PIB per capita do Brasil (R$ 42.247,52)

Brasília (DF) 2,19
Vitória (ES) 2,01
São Paulo (SP) 1,58
Porto Alegre (RS) 1,29
Rio de Janeiro (RJ) 1,26
Curitiba (PR) 1,18
Cuiabá (MT) 1,13
Manaus (AM) 1,08
Florianópolis (SC) 1,08
Belo Horizonte (MG) 0,99
Goiânia (GO) 0,91
Campo Grande (MS) 0,90
Porto Velho (RO) 0,86
Recife (PE) 0,78
Palmas (TO) 0,78
São Luís (MA) 0,77
Boa Vista (RR) 0,73
Teresina (PI) 0,65
Aracaju (SE) 0,65
Fortaleza (CE) 0,64
Natal (RN) 0,64
João Pessoa (PB) 0,64
Maceió (AL) 0,63
Rio Branco (AC) 0,62
Macapá (AP) 0,59
Belém (PA) 0,53
Salvador (BA) 0,51

Salvador tem o menor PIB per capita do país

Salvador é a capital brasileira com o menor PIB per capita (total da riqueza da cidade dividido pelo número de habitantes). O ranking é liderado por Brasília, Vitória e São Paulo, enquanto as últimas posições ficam com Belém e a capital baiana, encerrando a lista.

O IBGE destaca desigualdades regionais no PIB per capita. Enquanto a média nacional foi de R$ 42.247,52, o Nordeste registrou R$ 21.500,00, seguido pelo Norte, com R$ 29.800,00. As demais regiões superaram a média, com destaque para o Centro-Oeste, com R$ 55.700,00. O Sul apresentou R$ 51.300,00, e o Sudeste, R$ 52.500,00.

Em termos gerais, o ranking é liderado por Catas Altas, cidade mineira a cerca de 60 quilômetros de Belo Horizonte. Com pouco mais de 5 mil habitantes, o município possui uma renda per capita de R$ 920.833,97, impulsionada pela extração de minério de ferro.

De acordo com o IBGE, ao longo dos últimos anos, a economia brasileira tem demonstrado menor concentração, com grandes cidades perdendo importância no Produto Interno Bruto (PIB), que engloba todos os bens e serviços produzidos no país.

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