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23 de fevereiro de 2026 16:32

Turismo comunitário transforma assentamento no semiárido alagoano em referência de impacto socioambiental

Turismo comunitário transforma assentamento no semiárido alagoano em referência de impacto socioambiental

Associação Pegadas na Caatinga alia preservação do bioma, educação patrimonial e geração de renda para 300 famílias
Foto: Ascom/Governo de Alagoas

Em um assentamento que reúne cerca de 300 famílias no semiárido de Alagoas, a Associação Pegadas na Caatinga consolidou um modelo de desenvolvimento territorial que integra preservação ambiental, valorização cultural e geração de renda. A experiência tem se destacado como exemplo prático de Negócio de Impacto estruturado a partir das vocações locais e da organização comunitária.

A iniciativa nasceu da mobilização dos moradores e foi fortalecida com o apoio do Instituto Federal de Alagoas (IFAL), por meio de um projeto voltado ao Complexo Arqueológico existente na região. A partir daí, a associação passou a atuar com foco na educação patrimonial e ambiental, na proteção do bioma Caatinga e na estruturação de uma economia criativa baseada no turismo de base comunitária.

O ponto de partida é o reconhecimento da Caatinga como um bioma vivo e estratégico para o desenvolvimento sustentável do semiárido. A atuação envolve o uso responsável da biodiversidade, a valorização de frutos nativos, ervas medicinais e saberes tradicionais acumulados ao longo de gerações. A compreensão compartilhada na comunidade é direta: sem preservação ambiental não há qualidade de vida, permanência no território nem conservação do patrimônio arqueológico.

Com capacitações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Embrapa, além da troca de conhecimentos entre moradores mais experientes e jovens, a associação ampliou sua base técnica e fortaleceu a consciência coletiva sobre a importância da conservação ambiental e cultural.

O turismo estruturado pela Pegadas na Caatinga vai além da contemplação da paisagem. As experiências incluem vivências culturais, gastronomia regional e atividades de educação ambiental, agregando valor à cadeia produtiva local. Agricultores familiares, artesãos, pescadores, condutores de trilhas, benzedeiras, contadores de histórias, cozinheiras e doceiras passaram a integrar o circuito produtivo, ampliando a inclusão e a geração de renda.

A juventude ocupa papel estratégico na dinâmica do projeto, contribuindo para reduzir o êxodo rural e estimular a permanência qualificada no território. A governança é coletiva e transparente, com reinvestimento dos recursos na própria comunidade, garantindo sustentabilidade financeira e distribuição mais equitativa dos resultados.

A experiência dialoga com a estratégia da Secretaria de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Sedics), que acompanha iniciativas de negócios de impacto e economia solidária em Alagoas. Inserida no ecossistema impulsionado por ações como o Simpacto, a associação reforça o potencial do semiárido alagoano como polo de inovação social.

Ao transformar ativos ambientais e culturais em oportunidades econômicas sustentáveis, a Pegadas na Caatinga reafirma que desenvolvimento e preservação podem caminhar juntos e que a Caatinga, longe de ser obstáculo, é vetor estratégico de crescimento com responsabilidade socioambiental.

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