
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a Acelen a aumentar a capacidade de tratamento de diesel na refinaria de Mataripe, em São Francisco do Conde (BA). A portaria foi publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira (24) e eleva a capacidade de 12,4 mil para 13,7 mil metros cúbicos por dia, alta de cerca de 10,5%.
A mudança ocorre na U-37, unidade de hidrodessulfurização que reduz o teor de enxofre do combustível para adequá-lo às especificações de comercialização. A capacidade total de processamento de petróleo de Mataripe não muda e continua em 60 mil m³ por dia, assim como a das demais unidades principais. Na autorização anterior, de agosto de 2024, a U-37 tinha 12,4 mil m³ diários. Em 2021, pouco antes de a Acelen assumir a antiga Refinaria Landulpho Alves, a capacidade era de 11 mil m³.
O aumento acompanha a estratégia da companhia de ampliar a fatia de derivados médios na produção. Segundo a empresa, diesel S-10, diesel S-500, diesel marítimo e querosene de aviação passaram de 34% do volume da refinaria em 2022 para 40,5% em 2024. Em outubro de 2024, Mataripe registrou recorde mensal de 530 mil metros cúbicos de destilados médios.
A unidade está entre as maiores do país. De acordo com o Anuário Estatístico da ANP referente a 2025, divulgado pela Acelen, processou em média 262,1 mil barris de petróleo por dia e 95,1 milhões de barris no ano.
Paralelamente, a Acelen avança em combustíveis renováveis. Em maio, anunciou investimento de US$ 1,5 bilhão em uma biorrefinaria em São Francisco do Conde, com início de operação previsto para 2029. A planta terá capacidade para 1 bilhão de litros por ano de combustível sustentável de aviação (SAF) e diesel renovável (HVO), com tecnologia HEFA, e deve gerar até 3,6 mil empregos diretos e indiretos. A primeira unidade integrada da empresa, que inclui o cultivo e o beneficiamento da macaúba, terá investimento superior a US$ 3 bilhões.