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29 de setembro de 2026 15:32

Indústria potiguar cresce pelo 2º mês seguido, mas emprego recua pelo 5º

Indústria potiguar cresce pelo 2º mês seguido, mas emprego recua pelo 5º

Produção sobe e fábricas ocupam 75% da capacidade em agosto, acima da média nacional; porte das empresas divide o desempenho
 Foto: Prefeitura Municipal de Largarto

A indústria do Rio Grande do Norte registrou em agosto o segundo mês consecutivo de crescimento da produção, mas a melhora ainda não chegou ao emprego. A Sondagem das Indústrias Extrativas e de Transformação, da Federação das Indústrias do RN (Fiern) com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), marcou 53,6 pontos no indicador de produção. Valores acima de 50 indicam alta em relação ao mês anterior.

A utilização da capacidade instalada subiu de 71% em julho para 75% em agosto. O emprego, porém, ficou em 48 pontos e completou cinco meses de retração. Os estoques de produtos finais aumentaram e seguem acima do planejado pelas empresas. Já a intenção de investimento interrompeu três quedas seguidas e passou de 63 para 63,3 pontos em setembro.

O resultado contrasta com o país. Na sondagem nacional da CNI, a produção marcou 46,3 pontos em agosto, e a utilização da capacidade foi de 69%.

O desempenho é desigual entre os portes. Pequenas indústrias relataram queda da produção e do emprego e esperam menor demanda e menos compras de matérias-primas. Médias e grandes informaram aumento da produção, emprego estável e expectativa de demanda maior. A diferença pesa porque 85,5% dos 15.063 estabelecimentos industriais do estado são microempresas, embora as grandes, com apenas 0,3% do total, concentrem 34,4% dos postos de trabalho. O setor emprega 132.049 pessoas e respondeu por 23,4% do PIB estadual em 2023, com R$ 21,1 bilhões em valor adicionado.

Para os próximos seis meses, os empresários mantêm expectativa de demanda maior (51,7 pontos), mas menos otimista que antes. Preveem redução do emprego (46,1), das exportações (45) e leve queda nas compras de matérias-primas (49,8).

A base extrativa está ligada ao petróleo e ao gás da Bacia Potiguar, que, só na extração, representam 11,7% da estrutura industrial. Há também o sal marinho da Costa Branca, no eixo de Mossoró, Areia Branca, Macau, Grossos e Galinhos, e a scheelita, de onde se obtém tungstênio, no Seridó, além de calcário, feldspato, caulim, quartzo e rochas ornamentais.

Na transformação, os alimentos respondem por 8% da estrutura industrial, com frutas, castanha de caju, pescado, camarão, carnes e laticínios. Têxteis e confecções têm presença histórica, e calcário, areia e argila abastecem cimento, cerâmica e concreto.

O peso dos derivados de petróleo e biocombustíveis aparece no comércio exterior: responderam por 70,89% das exportações industriais em 2025. As vendas de industrializados somaram US$ 773,5 milhões, ou 68,6% de tudo o que o estado exportou.

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