
A Bahia alcançou em 2025 o menor nível de desigualdade social de sua história, segundo novos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística na última semana. O Índice de Gini do estado caiu para 0,466 após quatro anos consecutivos de redução, consolidando a Bahia como o estado menos desigual do Nordeste e um dos que apresentam os menores índices do país.
O avanço ocorreu em ritmo superior ao registrado nacionalmente. Entre 2021 e 2025, a redução da desigualdade na Bahia foi 2,4 vezes maior do que a média observada no Brasil. O cenário também foi acompanhado pelo crescimento da massa salarial, que chegou a R$ 14,6 bilhões mensais, além da elevação do rendimento domiciliar per capita para R$ 1.452.
Os indicadores econômicos positivos coincidem com uma nova rodada de investimentos industriais incentivados pelo governo estadual. Na segunda reunião de 2025 dos programas Desenvolve e ProBahia, coordenados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), foram aprovados projetos que somam mais de R$ 1,1 bilhão em investimentos privados e previsão de 1.267 novos empregos diretos em 24 municípios baianos.
Segundo o secretário interino da SDE, Aécio Moreira, os resultados refletem a confiança do setor produtivo no ambiente de negócios do estado e reforçam a política de interiorização do desenvolvimento econômico.
Pelo ProBahia, foram aprovados 27 projetos em cidades como Barreiras, Feira de Santana, Juazeiro, Camaçari e Alagoinhas. As iniciativas abrangem setores como alimentos, indústria plástica, mineração, bebidas, têxtil e construção civil, com investimentos estimados em R$ 580 milhões e geração de 868 empregos diretos.
Já o Desenvolve aprovou oito projetos industriais, concentrados em municípios como Luís Eduardo Magalhães, Lauro de Freitas e São Francisco do Conde. Os investimentos previstos somam R$ 614,2 milhões e incluem empreendimentos ligados à energia solar, papel e celulose, logística e indústria química.
Em outra frente estratégica, a Bahia foi escolhida pelo Ministério da Gestão e da Inovação para ser o primeiro estado do país a implantar a Estratégia Nacional de Contratações Públicas para o Desenvolvimento Sustentável (ENCP). O projeto busca utilizar o poder de compra do Estado como instrumento de geração de emprego, estímulo à produção local e fortalecimento de práticas sustentáveis.
A escolha da Bahia ocorreu após o lançamento do Plano Estratégico de Compras e Contratações do Estado, elaborado pela Secretaria da Administração da Bahia, que possui diretrizes alinhadas à estratégia nacional.
Segundo dados do governo federal, as contratações públicas movimentaram R$ 2,2 trilhões no Brasil em 2025. Na Bahia, as aquisições estaduais alcançaram R$ 19 bilhões, dos quais R$ 15 bilhões foram destinados a empresas baianas. O levantamento também mostra forte presença de pequenos negócios nas compras públicas: dos 23,5 mil itens contratados pelo estado no último ano, 14,9 mil vieram de micro e pequenas empresas, sendo 13,1 mil de companhias sediadas na própria Bahia.
O conjunto de indicadores reforça a combinação entre crescimento econômico, geração de empregos e políticas de inclusão como pilares da estratégia de desenvolvimento adotada pelo estado.