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13 de maio de 2026 06:34

Startup pernambucana aposta em mobilidade inclusiva por comando de voz

Startup pernambucana aposta em mobilidade inclusiva por comando de voz

Aplicativo que será lançado em junho no Recife visa dar autonomia a pessoas cegas, idosos e com deficiência, além de repassar 85% do valor das corridas aos motoristas
Foto: Divulgação
Uma nova startup pernambucana se prepara para desafiar os gigantes do setor de mobilidade urbana. A Vezz Mobilidade, incubada no Porto Digital, apresenta um diferencial tecnológico que promete redefinir a experiência de grupos frequentemente marginalizados pelas plataformas tradicionais: o comando de voz integrado ao aplicativo.
A funcionalidade permite que corridas sejam solicitadas sem qualquer interação manual com a tela, representando um avanço significativo para pessoas com deficiência visual, limitações motoras ou cognitivas. “O nosso grande diferencial é o comando de voz, onde a gente dá autonomia para pessoas cegas, de baixa visão, idosos e até pessoas com Parkinson”, afirma a CEO Lígia Coelho em entrevista ao site Movimento Econômico.
O lançamento está previsto para o início de junho, inicialmente no Recife, contando com uma base de aproximadamente 3.000 motoristas parceiros. A expansão gradual incluirá cidades do Nordeste, como Caruaru (PE) e Campina Grande (PB), com planos futuros de atuação em São Paulo e mercados internacionais na Europa e no Oriente Médio.
O projeto nasce de uma lacuna estrutural no mercado. De acordo com o IBGE, o Brasil possui mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual — sendo 500 mil cegas e cerca de 6 milhões com baixa visão. Para esse público, a dependência de terceiros para tarefas cotidianas como pedir um carro representa uma barreira constante.
Além do comando de voz, a Vezz incorpora mecanismos de segurança preditiva. Os passageiros podem cadastrar um tutor para acompanhar viagens em tempo real e ser acionado em emergências. A empresa também desenvolve identificação tátil dos veículos e capacita motoristas para atender públicos com necessidades específicas.
No modelo de negócio, a startup propõe uma divisão mais justa: até 85% do valor da corrida é repassado aos condutores. A cada viagem realizada, parte da receita será destinada a organizações não governamentais. Desenvolvido ao longo de três anos com investimento próprio de cerca de R$ 350 mil, o projeto já acumula prêmios nacionais de inovação e empreendedorismo.

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