
Empresários e representantes de grandes redes varejistas do Nordeste estarão, entre os dias 14 e 17 de setembro, no Summit Americas e ExpoShow, na Cidade do Panamá. Promovido pela Atlas, o encontro reunirá mais de 600 lideranças e tomadores de decisão de 28 países para discutir tendências, desafios e oportunidades no mercado de materiais de construção.
A participação nordestina reflete o peso crescente da região em um dos principais segmentos do varejo brasileiro. Segundo levantamento da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), o setor movimenta R$ 238,9 bilhões no país, enquanto o Nordeste responde por 20% desse mercado, com 32.054 lojas em 2025. Bahia, Pernambuco e Ceará concentram as maiores parcelas dos estabelecimentos, com 33%, 16% e 12,5%, respectivamente.
Para as empresas nordestinas, o encontro representa uma oportunidade de acompanhar transformações que já impactam o comportamento do consumidor e a relação entre indústria e varejo. É o caso da Carajás Home Center, sediada em Alagoas. Seu CEO, Abílio Alves da Silva Neto, considera a participação estratégica diante das mudanças provocadas por tecnologia, novos hábitos de consumo e modelos de gestão.
A programação inclui conferências com curadoria acadêmica do ISE Business School, associado à IESE Business School, abordando temas diretamente relacionados aos desafios enfrentados pelas empresas da região. Entre eles estão profissionalização da gestão, formação e retenção de lideranças, transformação digital e os impactos da inteligência artificial sobre a cultura empresarial.
Também estarão em pauta questões particularmente relevantes para negócios familiares, comuns no varejo nordestino, como sucessão, conflitos societários e organização patrimonial.
Além do conteúdo acadêmico, o evento pretende aproximar varejistas, fornecedores e concorrentes em negociações e discussões sobre o futuro do setor. Para o Nordeste, cuja participação no mercado nacional segue expressiva, a agenda internacional pode representar não apenas atualização, mas acesso a novas tecnologias, modelos de gestão e oportunidades de negócios.