
A construção da Ponte Salvador-Itaparica, que acaba de entrar em sua fase executiva, projeta um impacto macroeconômico de R$ 40 bilhões para a Bahia. Com uma extensão de 12,4 quilômetros sobre a Baía de Todos-os-Santos — tornando-se a maior da América Latina sobre o mar —, o empreendimento deve redesenhar a dinâmica socioeconômica de 250 municípios, alcançando diretamente cerca de 10 milhões de pessoas.
O projeto soma um investimento de R$ 11,6 bilhões, estruturado por meio de aportes do governo federal (R$ 3 bilhões), do governo estadual (R$ 3,1 bilhões) e da concessionária responsável (R$ 5,5 bilhões). De acordo com estudos da secretaria extraordinária do equipamento, o retorno financeiro bilionário impulsionará frentes diversas, como a construção civil, a hotelaria e o comércio atacadista, gerando desenvolvimento também no Baixo Sul e no Recôncavo Baiano.
Na atual fase inicial, o impacto na cadeia produtiva já se faz notar. Três canteiros de obras mobilizam mais de 300 profissionais, 4,7 mil toneladas de insumos e maquinário pesado. Além disso, 27 empresas brasileiras foram contratadas para o fornecimento de serviços e materiais.
O cronograma prevê cinco anos de obras e mais 29 anos de operação por parte da concessionária. Quando finalizado, o sistema viário — que inclui acessos em Salvador, uma via expressa em Vera Cruz e a duplicação da BA-001 — encurtará o tempo de deslocamento entre a capital e o Baixo Sul em cerca de duas horas. A expectativa é que um fluxo diário de 28 mil veículos utilize a nova rota, otimizando o escoamento logístico e integrando mercados regionais antes limitados pela barreira geográfica.