
O Rio Grande do Norte deu um passo decisivo para consolidar o potencial de seus 410 quilômetros de litoral. Durante workshop na Casa da Indústria, em Natal, nesta semana, o Cluster Tecnológico Naval (CTN-RN) entregou ao governo estadual a minuta de regulamentação da Lei Estadual nº 11.714/2024, que institui a Política Estadual de Incentivo à Economia do Mar. O plano visa estruturar um ambiente de negócios voltado a atrair uma carteira de projetos estimada em R$ 28,1 bilhões.
A relevância do setor é evidenciada pela geografia e pela economia locais: cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) potiguar está relacionado, direta ou indiretamente, às atividades marítimas. O presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiern), Roberto Serquiz, destacou que a bilionária carteira de investimentos engloba iniciativas cruciais para a transição energética global. Entre os destaques estão o Porto-Indústria Verde, o sítio de testes de energia eólica offshore do Senai-RN e o projeto Morro Pintado — que prevê a instalação da primeira fábrica de hidrogênio e amônia verdes do estado.
Para o superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo, o fortalecimento da economia do mar prioriza cadeias produtivas tradicionais e já consolidadas no estado, como o turismo, a pesca, a produção de sal e a geração de energia renovável. “O diálogo entre o poder público e os setores econômicos é essencial para avançarmos no aproveitamento desses potenciais”, afirmou o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Lahyre Rosado Neto, que recebeu o documento.
O evento também reuniu especialistas internacionais para debater regulação e inovação costeira, evidenciando que o Rio Grande do Norte reúne condições geográficas e tecnológicas únicas para despontar como um polo de vanguarda na economia global de baixo carbono.