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19 de abril de 2024 21:53

Acelen planeja investir R$ 12 bilhões em produção de biocombustíveis na Bahia

Acelen planeja investir R$ 12 bilhões em produção de biocombustíveis na Bahia

Empresa controlada pelo fundo árabe Mubadala Capital tem planos ambiciosos para refinaria de Mataripe

A Acelen, empresa controlada pelo fundo árabe Mubadala Capital, tem planos de investir pelo menos R$ 12 bilhões para produzir biocombustíveis em sua refinaria localizada no estado da Bahia. A companhia adquiriu a refinaria de Mataripe em Camaçari em um dos leilões da Petrobrás e pretende realizar investimentos substanciais na região.

Pesquisador da Universidade Federal de Viçosa mostra combustíveis produzidos a partir da Macaúba | Foto: Acelen
Pesquisador da Universidade Federal de Viçosa mostra combustíveis produzidos a partir da Macaúba | Foto: Acelen

O objetivo da empresa é utilizar o fruto da palmeira nativa brasileira Macaúba para produzir 1 bilhão de litros de diesel verde e combustível sustentável de aviação por ano. A expectativa é finalizar os detalhes do investimento até o primeiro semestre do próximo ano. As informações são do CapitalReset.

A proposta envolve a construção de uma biorrefinaria nas proximidades da refinaria de Mataripe. Além disso, está previsto o plantio da palmeira em 200 mil hectares de áreas degradadas na Bahia e no norte de Minas Gerais.

A Macaúba é uma palmeira nativa com diversas utilidades, porém ainda pouco explorada comercialmente. Especialistas acreditam que ela pode ser fundamental para o aumento da produção de biodiesel no Brasil sem a necessidade de expandir áreas ou competir com culturas destinadas à alimentação, como a soja.

Com uma produção de óleo cinco vezes maior do que outras culturas, a árvore também tem potencial para contribuir com a recuperação de pastagens e áreas degradadas, tornando-se uma alternativa para aumentar a rentabilidade das fazendas de gado do país.

Segundo uma análise encomendada pelo WWF-Brasil e elaborada pela consultoria Atrium Forest, considerando uma demanda de 11,5 bilhões de litros de biodiesel até 2030, seriam necessários 11 milhões de hectares de soja para abastecer o mercado brasileiro. No entanto, no caso da Macaúba, apenas 2 milhões de hectares seriam necessários, representando uma redução de 81,8% na área.

Ricardo Fujii, coordenador de conservação do WWF-Brasil, destaca a urgência de reduzir o uso de energias fósseis, especialmente no setor de aviação, que busca inovações em combustíveis limpos. Ele enfatiza que a Macaúba é uma excelente opção para ampliar o uso de energia renovável e como combustível para aviação.

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