
A agricultura regenerativa começa a ganhar espaço nas propriedades do Distrito de Irrigação Baixo-Açu (Diba), no Rio Grande do Norte. Há três anos, o Sebrae-RN desenvolve ações voltadas à recuperação das condições físicas, químicas e biológicas do solo, com uso de bioinsumos e acompanhamento técnico. Agora, o projeto será ampliado para 16 produtores.
Uma das principais iniciativas é a instalação de uma biofábrica no Diba para multiplicação de fungos e bactérias destinados às áreas cultivadas. Na primeira etapa da capacitação, sete produtores serão atendidos. Outra frente prevê que agricultores fabriquem os próprios bioinsumos diretamente nas propriedades, seguindo protocolos e recomendações técnicas.
Os microrganismos podem contribuir para aumentar a atividade biológica do solo, estimular o desenvolvimento das raízes, melhorar o aproveitamento de nutrientes e auxiliar no controle de pragas e doenças. O Sebrae também avalia levar a metodologia para áreas de cajucultura de sequeiro, onde a produção depende das chuvas.
Segundo Franco Marinho, gestor de Fruticultura do Sebrae-RN, a escolha dos produtos será feita individualmente, a partir de análises de solo e foliares. A estratégia busca evitar aplicações indiscriminadas e adequar o manejo às necessidades de cada propriedade.
Além de potencialmente reduzir custos, o uso correto dos bioinsumos pode melhorar a qualidade do solo, a sustentabilidade da produção e a produtividade das frutas.