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28 de agosto de 2026 11:10

Ceará consolida liderança regional com avanço na competitividade, varejo e serviços

Ceará consolida liderança regional com avanço na competitividade, varejo e serviços

Estado sobe no ranking nacional, reúne 12 empresas entre as maiores varejistas do país e movimenta R$ 70,9 bilhões no setor de serviços
Foto: Reprodução/Internet

O Ceará atravessa um momento de fortalecimento de sua posição econômica no Nordeste, combinando avanços na gestão pública, expansão do varejo e forte participação no setor de serviços. Três levantamentos divulgados nesta semana ajudam a dimensionar esse cenário: o Ranking de Competitividade dos Estados 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com a Tendências Consultoria; o Ranking TOP 300 do Varejo Brasileiro; e a Pesquisa Anual de Serviços (PAS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No Ranking de Competitividade dos Estados, o Ceará aparece como líder do Nordeste e ocupa a 11ª colocação nacional, depois de avançar três posições em relação a 2025. Foi o estado nordestino que mais subiu na classificação geral. O desempenho foi acompanhado pela evolução em sete dos dez pilares analisados, com destaque para Potencial de Mercado, Eficiência da Máquina Pública, Sustentabilidade Ambiental, Inovação e Segurança Pública.

O salto mais expressivo ocorreu em Potencial de Mercado. O Ceará avançou 13 posições, passando do 21º para o 8º lugar nacional — sua melhor colocação histórica nesse indicador. Em Eficiência da Máquina Pública, ganhou sete posições e chegou ao 10º lugar. Também avançou em Sustentabilidade Ambiental, alcançando a 14ª posição; em Inovação, chegando ao 9º lugar; e em Segurança Pública, na 14ª colocação.

Para Tadeu Barros, diretor-presidente do CLP, os resultados refletem o impacto da gestão pública sobre a capacidade de desenvolvimento dos estados. “O Ranking de Competitividade dos Estados mostra que o fortalecimento das políticas públicas e da capacidade de gestão tem produzido resultados concretos em todas as regiões do país.” Segundo ele, o levantamento deve funcionar não apenas como instrumento de classificação, mas como referência para a adoção de boas práticas. “Mais do que identificar quem lidera, o ranking oferece evidências para que gestores públicos possam aprender com as melhores práticas e acelerar a construção de estados mais eficientes, inovadores e capazes de oferecer melhores oportunidades para a população.”

A vantagem cearense também aparece no ambiente empresarial. Pelo terceiro ano consecutivo, o estado lidera o varejo nordestino em número de companhias entre as 300 maiores do país, com 12 empresas no ranking do Instituto Retail Think Tank (IRTT), elaborado a partir dos resultados de 2025.

A maior varejista cearense é o Grupo Pague Menos, que registrou faturamento de R$ 16,05 bilhões no ano passado, crescimento de 18% sobre 2024. A empresa ocupa a terceira posição nacional entre as redes de drogarias, atrás de RD Saúde e Drogarias São Paulo e Pacheco. O varejo alimentar também tem papel central no desempenho estadual. Oito empresas cearenses do setor aparecem entre as 300 maiores varejistas brasileiras, incluindo São Luiz, Cometa e Frangolândia, as três maiores redes supermercadistas do estado e as únicas do segmento com faturamento bilionário em 2025.

A força do comércio se conecta diretamente ao peso dos serviços na economia cearense. Segundo a PAS 2024, o setor reunia 457.306 trabalhadores distribuídos por 40.607 empresas e movimentava R$ 70,9 bilhões em receita bruta. O valor corresponde a 18,5% de toda a receita de prestação de serviços do Nordeste, colocando o Ceará na terceira posição regional, atrás da Bahia, com 29%, e de Pernambuco, com 21,4%.

Infografia gerada com auxílio de IA

Os serviços profissionais, administrativos e complementares concentram a maior parcela desse movimento, com R$ 21,7 bilhões em receita e 224.723 trabalhadores. Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio aparecem em seguida, com R$ 16,1 bilhões e 53.697 empregados. Serviços prestados principalmente às famílias movimentaram R$ 11,8 bilhões e empregaram 88.009 pessoas, enquanto alojamento e alimentação registraram R$ 8,5 bilhões e 59.361 trabalhadores.

Os números, entretanto, revelam uma contradição importante: a força do setor em faturamento não se traduz proporcionalmente em remuneração. O trabalhador de serviços no Ceará recebe, em média, 1,6 salário mínimo, abaixo da média nacional de 2,2 e do patamar de 2,5 salários mínimos do Sudeste. O resultado evidencia desafios relacionados à informalidade, à contratação parcial e à concentração de postos em atividades administrativas e operacionais, cuja remuneração média é de 1,4 salário mínimo.

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