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23 de outubro de 2026 09:11

Agronegócio sergipano tem superávit de US$ 48,80 milhões entre janeiro e setembro

Agronegócio sergipano tem superávit de US$ 48,80 milhões entre janeiro e setembro

Setor responde por 22,6% das exportações estaduais e lidera venda nacional de óleo essencial de petit grain, segundo boletim da Desenvolve-SE
Foto: Thiago Santos

O agronegócio sergipano registrou superávit de US$ 48,80 milhões entre janeiro e setembro de 2026. No período, as exportações do setor somaram US$ 71,29 milhões, enquanto as importações totalizaram US$ 22,49 milhões, conforme o Boletim de Conjuntura 02/2026, elaborado pela Agência Sergipe de Desenvolvimento (Desenvolve-SE).

Nos primeiros nove meses do ano, o agronegócio respondeu por 22,6% das exportações sergipanas e contribuiu com 62,5% do saldo positivo da balança comercial do estado. O resultado demonstra que Sergipe exportou mais do que importou no período e consolida o setor como um dos segmentos de maior relevância para a economia estadual, com potencial para gerar riquezas e reduzir desigualdades sociais.

A citricultura segue como principal destaque. O suco de laranja congelado movimentou US$ 48,62 milhões, o equivalente a 68,2% das vendas externas do setor, com os Países Baixos como principal destino — porta de entrada do produto no mercado europeu. Já os óleos essenciais de laranja somaram US$ 9,58 milhões, tendo a Índia como principal compradora. Somados, suco e óleo representaram 81,6% das vendas externas do agronegócio, evidenciando a força da cadeia citrícola estadual e o aproveitamento de diferentes produtos derivados da fruta.

Sergipe também conquistou posições de destaque no mercado nacional de óleos essenciais: o estado lidera as exportações brasileiras de petit grain, extraído das folhas e ramos da laranjeira-azeda (Citrus aurantium), ocupa o segundo lugar nas de óleo de limão e a terceira nas de óleo de laranja.

Apesar da concentração em produtos cítricos, a pata de exportações inclui açúcar refinado (US$ 2,73 milhões, com destinos na África, Oriente Médio e América do Norte), suco de abacaxi (US$ 1,90 milhão, com a Holanda como principal mercado), sucos e extratos vegetais, frutas e couros bovinos. Sergipe lidera as exportações de farinha de mandioca entre os estados nordestinos e é o quinto do país, com vendas para a Itália. Entre abril e setembro, as exportações de couros e peles bovinas foram retomadas, somando cerca de US$ 788,4 mil.

Para o presidente da Desenvolve-SE, Milton Andrade, os resultados reforçam a competitividade do estado. “A Desenvolve-SE segue comprometida com o fortalecimento de iniciativas que contribuam para a atração de investimentos, a ampliação dos mercados e o crescimento sustentável da economia sergipana”, afirmou.

A economista da agência, Sudanês Pereira, destaca a nova pauta de oportunidades: farinha de mandioca, sucos de acerola e abacaxi, além da cadeia global de couros, que abastece polos da Turquia e da Nigéria. “Vamos acompanhar”, conclui.

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