
Localizado em Brasileira, o Complexo Solar Marangatu demonstra o potencial do Piauí para a geração de energia renovável. Com 680 mil placas solares, a usina da SPIC Brasil, uma das maiores geradoras privadas do país, possui capacidade de 446 MWp, suficiente para abastecer 550 mil residências anualmente.
O maior empreendimento solar do Norte do estado ocupa 1.061 hectares, dos quais 900 abrigam placas. Dividido em duas grandes áreas e 12 subparques, o complexo opera desde abril de 2024 e gerou 624,3 GWh em 2025, com disponibilidade de 99,43%.
O estado também é o terceiro maior produtor eólico do Brasil. A usina é acompanhada pela Investe Piauí, agência de atração de investimentos do governo. Segundo seu presidente, Victor Hugo Almeida, o projeto reforça a posição do estado no mercado renovável e evidencia a parceria entre poder público e iniciativa privada.
O trabalho da Investe inclui acompanhar as iniciativas e fortalecer o ambiente de negócios. O Piauí ultrapassou 8 GW de produção. Só o equipamento da SPIC corresponde a quase 450 MW. “Isso demonstra que o Piauí reúne condições estratégicas para liderar uma nova etapa do desenvolvimento energético brasileiro”, afirma o gestor, ao ressaltar projetos que unem tecnologia, energia limpa e crescimento econômico.
Além de produzir energia limpa, a SPIC promove educação ambiental em escolas, visitas pelo programa Portas Abertas e apoio a grupos produtivos, como apicultores. Também participa de ações de turismo sustentável ligadas à trilha Caminhos da Ibiapaba.
A companhia mantém parques solares nos estados do Ceará e de Pernambuco. No Brasil, a SPIC tem 5,6 GW em ativos, incluindo a hidrelétrica São Simão, parques eólicos e participação majoritária em três complexos solares. Integra o Grupo SPIC, presente em 47 países, com 292 GW instalados.