
Aracaju abriu 11.582 novas empresas entre janeiro e julho de 2026, um aumento de 14,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram registradas cerca de 10,1 mil aberturas. Os dados são do Observatório Econômico de Aracaju, da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico e Inovação (Semde), com base em informações da Receita Federal.
A expansão é puxada pelos pequenos negócios, que representam 96,8% das novas formalizações. Do total, 10.800 empresas são microempreendimentos, sendo 7.425 enquadrados como Microempreendedores Individuais (MEIs). O setor de serviços lidera as aberturas, com 7.887 registros — 68,1% do total — seguido pelo comércio, com 2.460 novas empresas (21,2%). Juntos, os dois segmentos respondem por quase 90% das formalizações na capital.
Para o secretário municipal do Desenvolvimento Econômico e Inovação, Dilermando Júnior, os números refletem um ambiente de negócios mais favorável. “Esse resultado mostra uma Aracaju mais dinâmica, com pessoas empreendendo, formalizando seus negócios e movimentando a economia. A gestão da prefeita Emília Corrêa tem trabalhado para melhorar o ambiente de negócios, reduzir burocracias e ampliar oportunidades. O fortalecimento dos pequenos negócios é fundamental para gerar renda e desenvolvimento para a cidade”, afirma.
A distribuição territorial das novas empresas também revela tendências de expansão urbana. A Farolândia lidera o ranking, com 789 aberturas, seguida por Jabotiana (575), Centro (563), São José (530) e Aruana (493). A concentração acompanha o crescimento de atividades comerciais e de serviços em regiões estratégicas da cidade.
O avanço do empreendedorismo ocorre em paralelo ao crescimento do emprego formal. Dados do Novo Caged mostram saldo positivo de 4.137 vagas com carteira assinada no primeiro semestre de 2026. O estoque de empregos cresceu 2,19% no período — acima das médias de Sergipe (1,41%) e do Brasil (1,96%).
Com mais empresas e mais empregos, Aracaju consolida um ciclo de expansão econômica. Os indicadores também orientam políticas públicas voltadas à desburocratização, qualificação profissional e inovação, especialmente para microempreendedores e pequenos negócios, que seguem como protagonistas da economia local.