
O setor de rochas ornamentais registrou superávit de pouco mais de US$ 66,3 milhões na balança comercial do Ceará entre janeiro e julho deste ano. No período, as exportações alcançaram US$ 66,6 milhões, enquanto as importações somaram apenas US$ 291 mil. Na comparação com os primeiros sete meses de 2025, quando o saldo positivo foi de US$ 51,7 milhões, houve crescimento de 28,3%.
Os dados integram o relatório Setorial em Comex – Rochas Ornamentais de julho, elaborado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). O levantamento aponta ainda o avanço da participação do segmento nas exportações cearenses. A fatia passou de 2,2% em 2024 para 3,8% em 2025 e chegou a 5,2% em 2026.
Para Carlos Rubens Alencar, presidente do Sindicato das Indústrias de Mármores e Granitos do Estado do Ceará (Simagran-CE), as rochas ornamentais representam cerca de 70% das exportações do setor mineral cearense.
Apesar do desempenho acumulado, julho apresentou retração. As exportações somaram US$ 9,6 milhões, queda de 24,1% ante os US$ 12,7 milhões registrados no mesmo mês de 2025. Em relação a junho, quando foram exportados US$ 15,1 milhões, a redução chegou a 36,5%.
Alencar atribui a oscilação ao atraso de um navio que faria o embarque em julho. Segundo ele, a embarcação chegou ao Estado em 1º de agosto e cada operação pode representar cerca de US$ 10 milhões em exportações.
No acumulado do ano, o quartzito liderou as vendas externas, com US$ 47,8 milhões, alta de 34,8%. Em seguida aparecem outras pedras de cantaria, com US$ 14,6 milhões, e granitos, com US$ 2,1 milhões.