
Com o início da próxima safra de cana de açúcar no Nordeste, a Usina Caeté prepara suas unidades em Alagoas para um ciclo produtivo impulsionado por investimentos em tecnologias agrícolas e estratégias de manejo sustentável para otimizar a produtividade com o objetivo de intensificar as operações no campo e na indústria para atender à demanda crescente por açúcar e etanol.
Para Mário Sérgio Matias, Superintendente de Operações Agrícolas do Nordeste da Usina Caeté, a expectativa para a safra 2026/2027 é positiva, com perspectiva de crescimento da produção de cana própria e boa disponibilidade de matéria-prima de fornecedores. “Neste início de safra, a produtividade dos canaviais tem superado as estimativas, com ganhos de aproximadamente 10% em relação ao planejado. Também estamos alcançando uma moagem horária superior à do ano anterior, favorecendo o aumento do volume processado por dia”, conta o superintendente. “Esse desempenho é resultado de maior regularidade na entrega de matéria-prima, garantindo melhor abastecimento industrial. Nosso foco é sustentar esses resultados, com qualidade da cana e integração entre campo e indústria”, conclui.
Uma das principais estratégias agrícolas para esse ciclo produtivo na Usina Caeté foi a revitalização dos canaviais por meio da replanta bisturi, que permite corrigir falhas e recuperar raízes velhas de cana na área plantada. “A rotação de cultura e a aplicação de bioinsumos e adubos líquidos, associados à bioestimulação, também favorecem o desenvolvimento das plantas e o aproveitamento dos nutrientes”, afirma Mário Sérgio Matias. “Investimos ainda na irrigação, com ampliação das áreas de gotejamento e aprimoramento do monitoramento para aumentar a eficiência dos sistemas e o aproveitamento da água”, conclui.
Um dos grandes desafios da agricultura no Nordeste é a variação climática da região, onde são comuns períodos de seca que podem atrapalhar a safra. Por isso, Matias destaca que uma das principais ações da Usina Caeté nesse sentido tem sido concentrar o plantio nos períodos de maior disponibilidade hídrica, proporcionando melhores condições para o estabelecimento e desenvolvimento inicial da cultura e reduzindo sua exposição ao estresse hídrico. “Também temos avançado no manejo na adoção de soluções de pré-seca, bioestimulantes e sistemas de irrigação, que auxiliam na preparação das plantas para os períodos de menor disponibilidade de água”, diz o superintendente. “Nossa estratégia é construir uma agricultura cada vez mais resiliente às adversidades climáticas, combinando inovação, manejo agronômico e uso eficiente dos recursos naturais, para assegurar maior estabilidade produtiva e sustentabilidade aos nossos canaviais”, conclui.
Além disso, a Usina Caeté tem utilizado técnicas para manter a preservação da capacidade produtiva do solo e a utilização racional dos recursos naturais, entendendo que produtividade e sustentabilidade precisam andar juntas. “A ampliação da colheita mecanizada representa um avanço importante, especialmente pela redução da necessidade de queima da cana e pela manutenção da palhada sobre o solo, contribuindo para a conservação da umidade e a proteção contra processos erosivos”, afirma Mário Sérgio Matias. “Para esta safra, nossa meta é continuar elevando a produtividade por hectare, ampliar a eficiência no uso da água e dos fertilizantes, reduzir perdas operacionais e fortalecer práticas que assegurem a sustentabilidade da atividade no longo prazo”, conclui.