
João Pessoa reforça sua posição como um dos principais polos de crescimento do Nordeste. A capital paraibana alcançou 906.093 habitantes em 1º de julho de 2026, segundo estimativa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa crescimento de 0,94% em relação ao ano anterior, o maior entre as capitais nordestinas.
Entre 2025 e 2026, a cidade incorporou 8.460 novos moradores. O ritmo de expansão foi mais de duas vezes superior à média nacional, de 0,37%, e ficou à frente de outras capitais da região, como Aracaju (0,31%), Teresina (0,26%) e Fortaleza (0,15%). No período, Natal e Salvador registraram redução populacional.
O avanço demográfico tem reflexos diretos sobre a economia. Com mais moradores, cresce também a demanda por comércio, serviços, habitação, transporte e novas oportunidades de trabalho, ampliando o mercado consumidor e o potencial de atração de empresas e investimentos.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedest), João Bosco, o cenário cria condições para ampliar políticas públicas voltadas à geração de emprego e renda e ao estímulo ao empreendedorismo. Segundo ele, uma expansão populacional sustentada acima da média pode indicar a capacidade de uma cidade de atrair novos moradores, associada a fatores como mercado de trabalho, qualidade urbana, segurança e custo de vida.
João Pessoa concentra atualmente 21,7% da população da Paraíba e respondeu por aproximadamente 46% do crescimento populacional registrado no Estado entre 2025 e 2026. Os números consolidam a capital como centro estratégico da dinâmica econômica paraibana e regional.
No ranking nacional, João Pessoa ocupa a 17ª posição entre as capitais mais populosas do país. A diferença para Teresina, que está à frente, é de apenas 1.919 habitantes. Mantido o atual ritmo de crescimento, a capital paraibana poderá ultrapassar a piauiense na próxima estimativa do IBGE.
A expansão sinaliza um desafio para a administração municipal: transformar o aumento da população em desenvolvimento econômico. Para isso, será necessário acompanhar a demanda crescente com empregos, infraestrutura, serviços e estímulos ao empreendedorismo, de forma que o dinamismo demográfico se converta em oportunidades para quem vive e investe na cidade.