
A economia do Nordeste manteve sua trajetória de expansão em 2025, registrando crescimento de 2,4% na atividade produtiva. O dado, divulgado pela 17ª edição do Boletim Macro Regional Nordeste, produzido pelo FGV IBRE, coloca a região em passo próximo ao do Brasil, que cresceu 2,5% no mesmo período. O desempenho é considerado robusto diante do cenário nacional adverso, marcado pelas altas taxas de juros do Banco Central, que freiam investimentos.
“A região mostrou sua força mais uma vez. Crescemos junto com o Brasil e temos potencial para ir além”, afirmou o presidente do Consórcio Nordeste e governador de Alagoas, Paulo Dantas.
O crescimento foi puxado principalmente pelos setores de serviços e comércio. A Paraíba liderou a expansão no volume de serviços, com alta de 5,7%, seguida por Sergipe, que registrou 4,6%. No acumulado geral do ano, a Bahia apresentou a maior taxa de crescimento regional, com 3,0%, enquanto Ceará e Pernambuco também registraram expansão, de 1,9% e 0,8%, respectivamente.
No mercado de trabalho, os avanços foram históricos. A taxa de desocupação no Nordeste caiu para 7,1% no quarto trimestre de 2025, o menor índice já registrado na série histórica da região. O aquecimento do mercado gerou ganhos reais para os trabalhadores: o rendimento médio cresceu 2%, alcançando R$ 2.498,00. A massa salarial regional, por sua vez, acumula expansão contínua desde o fim de 2022, com aceleração a partir de 2024, chegando a R$ 57,8 bilhões em 2025 — alta de cerca de 27% em relação aos R$ 45,6 bilhões registrados em 2022.
“Os dados mostram que a nossa região está no caminho certo e cresce incluindo o trabalhador. Mais dinheiro no bolso gera mais consumo, que gera um ciclo virtuoso de crescimento econômico e social”, celebrou Dantas.
Apesar dos avanços, o boletim aponta desafios persistentes: a subutilização da força de trabalho ainda atinge 22,6%, e a produção industrial recuou 0,8% no fim de 2025. Para o Consórcio Nordeste, a resposta a esses gargalos passa pela modernização da estrutura produtiva e pela atração de novos investimentos, especialmente ligados à transição energética. Entre as iniciativas em curso estão a Chamada Nordeste da Nova Indústria Brasil, o Fórum de Powershoring, a Marca Nordeste para o turismo e o programa Nordeste Criativo, voltado à economia criativa.