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23 de abril de 2026 10:07

Piauí investe R$ 3,3 bilhões em rodovias e avança na infraestrutura portuária e aeroviária

Piauí investe R$ 3,3 bilhões em rodovias e avança na infraestrutura portuária e aeroviária

Estado chega a 9 mil quilômetros de malha asfaltada e prepara início das operações comerciais do Porto Piauí, em Luís Correia
Foto: Ascom/Piauí

O governo do Piauí ampliou nos últimos anos os investimentos em infraestrutura de transportes. A malha rodoviária estadual soma cerca de 9 mil quilômetros asfaltados, dos quais mais de 8,5 mil estão em bom estado de conservação, segundo o governo. Os aportes em rodovias ultrapassam R$ 3,3 bilhões.

Além das estradas, o estado expandiu sua rede aeroviária e se prepara para iniciar as operações comerciais do Porto Piauí, em Luís Correia, ainda em 2026. O governador Rafael Fonteles atribuiu os avanços ao planejamento da gestão. “Em 2026, estamos vivendo o melhor momento das rodovias do Piauí na história”, afirmou.

No setor aeroviário, o estado conta com mais de 30 pistas asfaltadas, parte delas equipadas com balizamento noturno, o que permite operações em diferentes horários. As estruturas atendem tanto ao transporte aeromédico quanto à atração de investimentos. O desafio atual, reconhecido pelo próprio governo, é ampliar a oferta de voos comerciais. Para isso, o Piauí aplica incentivos para aumentar frequências em aeroportos como os de Parnaíba e São Raimundo Nonato.

O Porto Piauí é apresentado como uma das principais apostas para reduzir custos logísticos no estado. Atualmente, o minério de ferro produzido no Piauí percorre cerca de 450 quilômetros até o porto mais próximo. Com a nova estrutura, essa distância cairia para aproximadamente 150 quilômetros. A previsão é que o porto opere inicialmente com exportação de minério de ferro e importação de fertilizantes.

Se o cronograma for cumprido, a inauguração marcará a entrada do Piauí no comércio marítimo internacional — setor no qual o estado ainda não opera de forma direta. A concretização do projeto, no entanto, depende do cumprimento dos prazos previstos para 2026.

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