
O Nordeste registrou saldo positivo de 25.138 empregos formais em março de 2026, com 341.952 admissões e 316.814 desligamentos, segundo dados do Novo Caged divulgados na quinta-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No acumulado do ano, a região soma 49.630 postos criados, resultado de 959.091 admissões e 909.461 desligamentos. O estoque de vínculos celetistas ativos no Nordeste atingiu 8,77 milhões em março.
A Bahia liderou a geração de empregos na região, com saldo de 14.008 vagas (97.206 admissões e 83.198 desligamentos) e variação relativa de +0,62%. O Ceará registrou o segundo melhor desempenho absoluto, com 6.629 postos criados. O Piauí obteve o maior crescimento proporcional do Nordeste, com saldo de 3.308 vagas e variação de +0,86% — terceiro melhor desempenho relativo do país, atrás apenas de Acre (+0,92%) e Roraima (+0,88%).
Pernambuco gerou 3.287 empregos, enquanto o Maranhão registrou 1.430 vagas e o Rio Grande do Norte criou 1.127 postos. A Paraíba fechou março com saldo de 930 vagas.
Alagoas, porém, registrou o pior resultado da região e do país em março, com saldo negativo de 5.243 postos (17.949 admissões contra 23.192 desligamentos) e variação de -1,10% — o menor desempenho relativo entre todas as 27 unidades federativas. No acumulado do ano, o estado soma -10.774 vagas. Sergipe também fechou no vermelho, com saldo negativo de 338 postos, embora o acumulado de 2026 permaneça positivo em 2.406 vagas.
No recorte setorial do Nordeste, os Serviços responderam pela maior parte do saldo positivo regional em março, com 29.346 postos — concentrados em Bahia (+8.872), Pernambuco (+5.900) e Ceará (+5.368). A Construção gerou 8.387 vagas na região. Já a Indústria registrou saldo negativo de 7.630 postos, puxada principalmente por Pernambuco (-4.052) e Alagoas (-4.762). A Agropecuária também fechou com saldo negativo de 8.347 postos no Nordeste, reflexo do período de entressafra.
O salário médio de admissão no Nordeste em março foi de R$ 2.029,62.
No cenário nacional, o Brasil criou 228.208 empregos formais em março, com variação relativa de +0,47%. No acumulado de janeiro a março, o saldo nacional é de 613.373 postos. O estoque de empregos formais no país atingiu 49.082.634 vínculos celetistas ativos. Vinte e quatro das 27 unidades federativas registraram saldo positivo. Os únicos resultados negativos foram Alagoas (-5.243), Mato Grosso (-1.716) e Sergipe (-338).