
A Bahia se prepara para colher mais uma safra histórica em 2026, com o milho como principal protagonista do crescimento agrícola estadual. De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a março, a primeira safra do grão no estado está estimada em 2,088 milhões de toneladas — um aumento de 8,1% em comparação a 2025, equivalente a 156 mil toneladas adicionais. O avanço representa o maior crescimento absoluto entre todas as culturas baianas no período.
Ao incluir a segunda safra, a produção total de milho deve atingir 2,74 milhões de toneladas em 2026, alta de 18,2% na comparação anual, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária da Bahia, da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). A expansão da produção é acompanhada pelo aumento da área plantada, que cresceu 5% e chegou a 630 mil hectares, com produtividade estimada em 4 mil quilos por hectare.
O secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Vivaldo Gois, ressaltou o papel estratégico da cultura para a economia do campo. “O milho tem papel fundamental no desempenho recorde da produção de grãos da Bahia, fortalecendo a economia do campo e diversas cadeias produtivas. Esse resultado reflete o esforço dos produtores e o trabalho da Seagri em apoiar o setor com políticas públicas, incentivo à inovação, assistência técnica e ações que ampliam a competitividade da agricultura baiana”, afirmou.
As regiões Oeste e Nordeste do estado concentram os principais polos produtivos. Em 2024, Correntina liderou o ranking municipal com 40 mil toneladas, seguida por São Desidério (35,2 mil), Jeremoabo (34,3 mil), Adustina (31,7 mil) e Paripiranga (28,5 mil).
Além do mercado interno, o milho baiano ganha espaço no exterior. No primeiro trimestre de 2026, as exportações somaram US$ 378,1 mil, com 1,735 milhão de toneladas destinadas principalmente à China e a países do Oriente Médio, conforme dados do sistema Agrostat, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O desempenho reforça a trajetória de crescimento do agronegócio baiano e projeta o estado como força crescente no cenário nacional e internacional de grãos.