
O Nordeste foi a região brasileira que mais cresceu nas vendas realizadas por distribuidores ao varejo farmacêutico no acumulado de 12 meses encerrados em junho. O avanço foi de 7,6% em valor, segundo levantamento da IQVIA divulgado pela Abafarma (Associação dos Distribuidores Farmacêuticos do Brasil). O desempenho colocou a região à frente do Norte, que cresceu 7%, do Sudeste (6,8%), do Sul (6,7%) e do Centro-Oeste (4,4%).
Além do ritmo de expansão, o Nordeste tem peso relevante na distribuição de medicamentos no país. A região respondeu por 22,1% das vendas em valor realizadas pelos distribuidores no período. O Sudeste permanece na liderança, com 44,6%, seguido pelo Sul, com 15,7%, Centro-Oeste, com 11%, e Norte, com 6,6%.
Os números fazem parte de um cenário de expansão do mercado farmacêutico brasileiro. No primeiro semestre, o varejo movimentou R$ 130,2 bilhões, alta de 10,1% sobre os primeiros seis meses de 2025, enquanto foram comercializadas 4,3 bilhões de unidades, crescimento de 3,2%.
No acumulado de 12 meses até junho, o faturamento chegou a R$ 258,3 bilhões, avanço de 10,7%, com 8,6 bilhões de unidades vendidas. Desse total, os distribuidores foram responsáveis por aproximadamente 55% das unidades comercializadas nos pontos de venda.
A relevância da distribuição também aparece na atuação da Abafarma. As 14 empresas associadas movimentaram R$ 84,8 bilhões nos 12 meses encerrados em junho, o equivalente a 62,1% de todo o mercado nacional de distribuição para o varejo farmacêutico, que alcançou R$ 136,4 bilhões.
Com uma rede de atendimento que chega a 85.352 farmácias e drogarias em todo o país, o setor de distribuição desempenha papel estratégico para garantir a disponibilidade de medicamentos. No caso nordestino, o crescimento acima da média nacional reforça a importância logística da região em um mercado que combina expansão do consumo, capilaridade e necessidade permanente de acesso à saúde.