
Com uma combinação única de patrimônio histórico, praias paradisíacas e rica gastronomia, o Nordeste ganha cada vez mais relevância no turismo global. Dados da Embratur, do Ministério do Turismo e da Polícia Federal revelam que, no primeiro quadrimestre de 2026, cinco dos nove estados nordestinos figuraram no ranking dos dez que mais cresceram na recepção de turistas estrangeiros no Brasil: Bahia, Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Maranhão.
O avanço acompanha o forte desempenho nacional, que registrou o segundo melhor quadrimestre da história, com 4,33 milhões de visitantes internacionais entre janeiro e abril — volume 48% superior ao mesmo período de 2024. A expansão da malha aérea desempenhou papel central no resultado: a região opera atualmente 42 rotas internacionais, com previsão de 5.390 voos e mais de 1,18 milhão de assentos ao longo do ano.
Esse dinamismo reforça o peso econômico do setor, que responde por cerca de 9,8% do Produto Interno Bruto (PIB) nordestino — a maior participação proporcional entre todas as regiões do país, segundo a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). O turismo também impulsionou o mercado de trabalho formal ao atingir 433,3 mil empregados, o maior patamar dos últimos seis anos, representando 18,6% dos postos formais da atividade no Brasil.
Dentro desse cenário, Alagoas destaca-se pela infraestrutura e hospitalidade, ocupando a terceira posição no Nordeste em avaliações de viajantes na plataforma Booking.com. Com 250 km de litoral e 240 km às margens do Rio São Francisco, o estado contabiliza cerca de 55 mil leitos em mais de 900 meios de hospedagem cadastrados, além de 3 mil restaurantes e 700 atrativos culturais e naturais.
Dividido em sete regiões turísticas — como a Costa dos Corais, os Cânions do São Francisco e Serras e Quilombos —, Alagoas acumula alta de 25% no fluxo de visitantes em anos recentes. O fortalecimento do mercado argentino e a diversificação de roteiros consolidam o estado como um dos motores da expansão turística no país.