
A Origem Energia iniciou os primeiros serviços de preparação das áreas onde serão construídas sete usinas termelétricas a gás natural no Polo Pilar, em Alagoas. Duas delas, Pilar e Pilar Nova, somam cerca de 320 MW e têm operação prevista para 2028. A empresa avalia antecipar para o mesmo ano as cinco unidades Manguaba, inicialmente programadas para 2029.
O avanço integra um plano de R$ 2 bilhões em investimentos no estado ao longo de 30 meses, que combina produção de gás, geração termelétrica e um projeto de estocagem subterrânea no Campo de Pilar. As usinas fazem parte dos empreendimentos vencedores da companhia no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP), realizado em março pela Aneel e pela CCEE, com entrada em operação comercial entre 2028 e 2029. Em maio, a empresa anunciou que a finlandesa Wärtsilä fornecerá 36 motores, num investimento de 70 milhões de euros em equipamentos.
O novo ciclo se apoia em uma operação já ampliada. Segundo a Origem, a produção do Polo Alagoas saiu de cerca de 4 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em 2022 para próximo de 20 mil boe/d em 2026. No primeiro semestre, a empresa concluiu cinco poços e investiu R$ 450,7 milhões no polo. A diretora Alexandra Garchet afirma que o resultado levou a companhia à posição de quarta maior produtora de gás do país.
Outro eixo é a estocagem subterrânea de gás no Campo de Pilar, projeto pioneiro no Brasil. Segundo Garchet, a expectativa é que o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) conceda até o fim de 2026 a licença para avançar com o piloto, que usará inicialmente quatro reservatórios depletados com 50,6 milhões de m³ de capacidade útil. O projeto prevê 106 milhões de m³ por ano, com expansão até 500 milhões de m³, e exigiu um arcabouço regulatório construído com ANP, IMA e Ministério de Minas e Energia.