
Os aeroportos de Paulo Afonso e Coronel Horácio de Mattos, em Lençóis, na Bahia, entram em uma nova fase de modernização de infraestrutura. Na sexta-feira (7), o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, visitou os dois terminais para acompanhar o andamento das ações, que incluem a transferência da administração dos complexos para a GRU Airport, concessionária que já opera o Aeroporto Internacional de Guarulhos. A nova gestão prevê intervenções estruturais e operacionais para adequar as unidades às demandas da aviação regional.
Em Paulo Afonso, o aeroporto opera em horário diurno e noturno, com pista de 1.800 metros de comprimento por 45 de largura, apta a receber jatos. Segundo Tomé Franca, as obras previstas — requalificação e ampliação da estrutura, melhorias na pista, no pátio de aeronaves e no balizamento noturno — visam preparar o terminal para voos comerciais regulares, inclusive para a capital baiana e para São Paulo. “Não adianta a gente querer ter voo se não tem o aeroporto preparado para isso”, afirmou.
O secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, destacou que a adequação da infraestrutura aos regulamentos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) é etapa fundamental para ampliar a oferta de voos com segurança. Já o prefeito de Paulo Afonso, Mário Galinho, avaliou que a modernização representa um passo decisivo para a retomada do aeroporto como vetor de desenvolvimento regional.
Na sequência, a comitiva seguiu para o Aeroporto Coronel Horácio de Mattos, em Lençóis, principal porta de entrada aérea da Chapada Diamantina. O terminal, que tem pista de 2.082 metros por 30 de largura, opera atualmente com voos regulares duas vezes por semana, ligando Salvador e Confins (MG) ao município. Para o ministro, ampliar a capacidade do aeroporto — com salão de embarque mais confortável e condições para receber aeronaves maiores — é essencial para impulsionar o turismo na região. O secretário de Infraestrutura da Bahia, Saulo Pontes, reforçou a necessidade de investimentos diante da grande extensão territorial do estado e do crescimento da demanda turística.
As intervenções fazem parte de uma estratégia nacional de modernização da aviação regional, que prevê o repasse da administração de aeroportos menores a concessionárias de grandes terminais. Por meio de mecanismos de reequilíbrio contratual, essas empresas assumem a execução das obras necessárias para elevar os padrões de segurança, eficiência e capacidade dos terminais regionais.