
Alagoas iniciou na última semana a moagem da safra 2026/2027 de cana-de-açúcar, com projeções otimistas para o setor sucroenergético. O estado terá 15 usinas em operação e trabalha para superar a marca de 19 milhões de toneladas de cana processadas, além de dobrar a produção de etanol de milho.
A abertura do ciclo ocorreu no dia 18, pela Cooperativa Pindorama, em Coruripe, que estima crescimento entre 5% e 10% na quantidade de cana beneficiada. Na safra anterior, a unidade esmagou mais de 809 mil toneladas e produziu mais de 27 mil toneladas de açúcar. A cooperativa também projeta ampliar significativamente a oferta de etanol, após ter alcançado 65 milhões de litros no ciclo passado.
Outras usinas devem iniciar a moagem nos próximos dias. A Santo Antônio, em São Luiz do Quitunde, começa no dia 25, enquanto a filial Matriz de Camaragibe inicia em 8 de setembro. Juntas, segundo o Sindaçúcar-AL, devem beneficiar 2,4 milhões de toneladas de cana.
O cenário climático é apontado como fator decisivo para a recuperação da produção. Após a estiagem que afetou a safra anterior, o regime de chuvas melhorou desde dezembro, elevando as expectativas de produtividade e qualidade da cana. Caso o comportamento climático se mantenha, o setor prevê maior oferta de açúcar e etanol.
Produtores também aguardam o pagamento da subvenção de R$ 12 por tonelada de cana, que beneficiará cerca de sete mil agricultores, a maioria familiares, contribuindo para a manutenção dos canaviais e para a geração de emprego e renda no campo.