
A solenidade de posse da nova diretoria executiva, do Conselho Diretor e do Conselho Fiscal da Associação Comercial de Maceió (ACM) para o triênio 2026-2029, realizada na noite da segunda-feira (21), foi marcada por uma reflexão sobre os desafios da liderança em um cenário de rápidas transformações econômicas, tecnológicas e sociais. Como parte da programação, o engenheiro mecânico e executivo Paulo Nigro ministrou a palestra “Da Tradição que nos formou ao futuro que vamos liderar”, direcionada aos empresários e aos novos dirigentes da entidade.
Com quatro décadas de experiência no setor empresarial, sendo os últimos 30 anos como CEO de grandes organizações no Brasil e no exterior e, mais recentemente, presidente do Hospital Sírio-Libanês, Nigro compartilhou experiências e apresentou os comportamentos que considera essenciais para uma liderança capaz de gerar valor para os associados e contribuir para o desenvolvimento econômico regional. A palestra foi adaptada ao contexto da Associação Comercial de Maceió e ao papel histórico da instituição no fortalecimento do ambiente de negócios em Alagoas.
Durante a apresentação, o palestrante defendeu que a liderança deve atuar como uma bússola, orientando as organizações para o futuro sem perder de vista sua identidade e propósito. Para ele, compreender a razão de existir da instituição é fundamental para que ela continue relevante diante das constantes mudanças. “A liderança precisa funcionar como uma bússola e apontar para o futuro, mas baseada naquilo que é a sua essência. Tudo começa com o porquê: porque a associação existe, porque ela é importante hoje e o que precisa fazer para continuar sendo relevante no futuro”, afirmou.
Nigro também ressaltou a importância da aprendizagem contínua e da capacidade de adaptação como diferenciais competitivos. Segundo ele, o atual contexto exige que líderes estejam dispostos a rever práticas, desenvolver novas competências e incorporar inovação, tecnologia e inteligência artificial à gestão. “Em tempos de alta complexidade existe uma oportunidade. Quem se alinhar primeiro com a inovação, com a tecnologia, com a inteligência artificial e com o reskilling de talentos vai sair na frente”, destacou.
Ao concluir, o executivo enfatizou que entidades de classe com tradição e representatividade, como a Associação Comercial de Maceió, têm papel estratégico na transformação do ambiente produtivo. Na avaliação dele, quando a liderança atua de forma alinhada aos interesses dos associados e às demandas da sociedade, a instituição amplia sua capacidade de influenciar positivamente o desenvolvimento de Alagoas, do Nordeste e do país.

Novo ciclo da Associação Comercial
Ao assumir mais um mandato à frente da Associação Comercial de Maceió, o presidente Kennedy Calheiros reafirmou o compromisso da entidade com a defesa da atividade econômica e destacou que a prioridade da nova gestão será fortalecer o ambiente de negócios, atrair investimentos e ampliar o diálogo com os poderes públicos para impulsionar o desenvolvimento de Maceió e de Alagoas. Conforme apontou, a Associação seguirá atuando em parceria com instituições públicas e privadas para estimular a geração de emprego, renda e oportunidades em todas as regiões do estado.
“A defesa da atividade econômica continuará sendo a nossa principal missão. Não existe outro caminho para o desenvolvimento de Alagoas que não seja o crescimento econômico, com atração de novos investimentos, geração de riqueza, emprego e renda. Vamos manter o diálogo com os poderes públicos e trabalhar para fortalecer as vocações de cada região, criando oportunidades que contribuam para o desenvolvimento de Maceió e de todo o estado”, ressaltou.
O vice-presidente Financeiro da Associação Comercial de Maceió, ex-CEO e atual conselheiro da Aby’s Calçados, Marcos Tavares, destacou que a nova composição da diretoria amplia a representatividade da entidade ao incorporar segmentos econômicos que antes tinham participação menos ativa. Segundo ele, a renovação busca fortalecer o diálogo entre diferentes cadeias produtivas e ampliar a atuação da Associação Comercial como espaço de integração do setor empresarial.
“Fizemos uma renovação bem expressiva no quadro diretivo, contemplando vários segmentos que não faziam parte ou que participavam, mas não eram tão atuantes no seu mercado, como veículos, home centers, entretenimento, bares e restaurantes. Todos eles têm suas próprias entidades, mas a Associação Comercial se torna uma entidade-mãe, uma casa que abriga essas instituições para discutir e promover o desenvolvimento do segmento em geral”, enfatizou.
Integrante do Conselho de Assuntos Governamentais da Associação Comercial de Maceió, o vereador Chico Filho destacou que participa da entidade há cerca de dez anos e acompanhou momentos desafiadores, como a pandemia da Covid-19, período em que a instituição teve papel decisivo na defesa dos empresários e dos trabalhadores. Para ele, a missão da Associação é fortalecer o diálogo entre os setores público e privado, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento econômico, à geração de empregos e ao fortalecimento de quem produz no estado.
“Faço parte desta casa há cerca de dez anos e acompanhei, junto com esse grupo de trabalho, momentos muito desafiadores, como a pandemia. A Associação Comercial teve um papel fundamental na defesa dos empresários e dos trabalhadores. Nosso compromisso é fortalecer a aproximação entre o setor público e a iniciativa privada, porque é por meio desse diálogo que conseguimos criar um ambiente favorável ao desenvolvimento. O grande objetivo é gerar empregos e fortalecer a economia de Maceió, e a Associação tem um papel essencial nesse processo”, garantiu.
Parceria entre setor público e iniciativa privada
Presente na solenidade, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra, ressaltou que a parceria entre as entidades representativas do setor produtivo é fundamental para fortalecer o ambiente de negócios e ampliar a capacidade de diálogo com o poder público. Ele diz que a atuação conjunta entre indústria, comércio, agricultura e serviços contribui para impulsionar o desenvolvimento econômico do estado.
“A união do setor produtivo é de grande importância. Quando indústria, comércio, agricultura e serviços atuam juntos, fortalecem o setor produtivo. Com isso, os governos passam a ouvir mais, a respeitar mais e a considerar as demandas dessas entidades”, mencionou.

Representando o Governo de Alagoas, a superintendente especial de Cidadania Fiscal e Atendimento da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AL), Ana Karla, destacou que a aproximação entre o poder público e a iniciativa privada tem sido uma das prioridades da pasta para fortalecer o ambiente de negócios. De acordo com ela, por meio do Programa Contribuinte Arretado, a Secretaria mantém diálogo permanente com empresários e entidades representativas para aprimorar processos, simplificar o cumprimento das obrigações tributárias e estimular um ambiente de concorrência saudável.
“Temos procurado estreitar bastante essa parceria entre o Estado e o setor privado porque entendemos a importância desse diálogo. Mantemos encontros regulares, recebemos sugestões, promovemos rodas de conversa e participamos de eventos como este para compreender as demandas da sociedade e aprimorar nossos procedimentos. Com isso, conseguimos facilitar a vida do empresariado, fortalecer o ambiente de negócios e, ao mesmo tempo, garantir que empresas regulares contribuam para o aumento da arrecadação, revertida em serviços para a população”, reforçou.
O presidente do Sindicato dos Contabilistas de Alagoas (Sindicont-AL), conselheiro da Associação Comercial de Maceió e participante das reuniões do Programa Contribuinte Arretado, Lamenha Filho, destacou que a entidade tem intensificado as ações de orientação aos empresários diante da implementação da Reforma Tributária. Segundo ele, a Associação Comercial vem promovendo eventos e debates para esclarecer dúvidas sobre as mudanças no sistema tributário, enquanto os profissionais da contabilidade terão papel estratégico na adaptação das empresas ao novo modelo.
“Estamos vivendo a maior mudança tributária da história do país. A Associação Comercial já está promovendo eventos para esclarecer dúvidas do empresariado e prepará-lo para essa nova realidade. O profissional da contabilidade será uma peça fundamental nesse processo, especialmente porque, nos próximos anos, teremos a convivência entre o regime atual e o novo sistema. A Associação Comercial fará essa ponte com a sociedade e com o setor produtivo, como sempre fez, contribuindo para que essa transição ocorra da melhor forma possível”, esclareceu.