
Cerca de 17,5 mil produtores rurais e cooperativas do Nordeste poderão renegociar operações de crédito rural que somam até R$ 10,4 bilhões. O Banco do Brasil iniciou na última semana contratação das renegociações previstas na Medida Provisória (MP) 1.376/2026, que criou condições especiais para produtores afetados por perdas em duas ou mais safras entre 2019 e 2025.
Para participar, é necessário comprovar, por meio de laudo técnico, a redução da produção ou da renda bruta agropecuária esperada em razão de eventos climáticos extremos ou da queda dos preços dos produtos. O programa também contempla cooperativas de produção.
As condições variam conforme o perfil do beneficiário. Agricultores familiares enquadrados no Pronaf poderão renegociar até R$ 400 mil, com juros de 6% ao ano. Para produtores do Pronamp, o limite chega a R$ 2 milhões, com taxa de 9%. Os demais produtores poderão renegociar até R$ 4 milhões, com juros de 12% ao ano. O prazo de pagamento pode chegar a oito anos, com até dois anos de carência para o início da quitação do principal.
No Nordeste, marcado historicamente por períodos de estiagem, a medida ganha relevância para produtores que acumularam perdas consecutivas. A MP também prevê a utilização de recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).
Em todo o país, aproximadamente 113 mil clientes podem ser beneficiados, envolvendo até R$ 100 bilhões. Os interessados devem procurar uma agência do Banco do Brasil para verificar o enquadramento e apresentar a documentação exigida.