
A mineradora Brazilian Rare Earths identificou novas extensões de mineralização de alto teor no depósito de Monte Alto, na Bahia, segundo resultados divulgados em 26 de agosto. Os dados, apresentados à Bolsa de Valores da Austrália, resultam de uma campanha de perfuração com cerca de 10 mil metros acumulados e apontam concentrações relevantes de terras raras, além de nióbio, escândio, tântalo e urânio.
A campanha foi composta por 39 novos furos — totalizando aproximadamente 8.510 metros — e pelo aprofundamento de dez furos já existentes, que somaram outros 1.495 metros. Com isso, o total de furos diamantados concluídos em Monte Alto chegou a 255, somando 43.974 metros perfurados.
Entre os principais resultados está o furo MADD0230, na porção sul do depósito, que atravessou 25,6 metros com teor médio de 17,4% de óxidos totais de terras raras (TREO) a partir de 174 metros de profundidade — com um trecho de oito metros atingindo 28,1% e uma amostra pontual de 32,8%. Na frente leste, o furo MADD0093 identificou 9,4 metros com 21,8% de TREO. Já na área central, o furo MADD0246 registrou 12,3 metros com 16,5% de TREO, incluindo trecho com 32%.
Segundo a empresa, a interpretação tridimensional atualizada indica avanço de cerca de 100 metros em profundidade e distribuição de aproximadamente 250 metros ao longo da direção já conhecida do depósito, elevando em cerca de 50% o volume interpretado do envelope geológico primário em relação ao modelo de fevereiro de 2026.
Ao norte, o furo MADD0231 encontrou um intervalo de 0,9 metro com 25,9% de TREO, repetindo a assinatura de múltiplos elementos observada na área principal. A empresa afirma, no entanto, que os dados disponíveis ainda não são suficientes para confirmar a extensão total dessa mineralização nem sua ligação com o depósito principal — uma nova campanha de 1.400 metros está planejada para investigar essa continuidade.
A Brazilian Rare Earths ressalta que os novos resultados ainda não integram a estimativa de recursos minerais de Monte Alto, atualmente calculada em 3,4 milhões de toneladas com teor médio de 11,26% de TREO, com base em furos disponíveis até fevereiro de 2026. Uma atualização dessa estimativa, seguindo o código australiano JORC, está prevista para o fim de 2026, e ainda deverá passar por otimização de mina e estudo de pré-viabilidade antes de qualquer conversão em reservas economicamente comprovadas.