
A preservação ambiental vem ganhando espaço como um dos pilares do desenvolvimento regional nordestino. Segundo dados do novo painel temático de Meio Ambiente do Data Nordeste, a região registrou avanços significativos nos últimos anos, especialmente na ampliação de áreas protegidas e na consolidação de instrumentos de gestão ambiental.
Os novos indicadores sinalizam que a conservação também representa oportunidades econômicas em áreas como turismo, investimentos sustentáveis e economia verde, em uma região que concentra biomas de extrema importância para a biodiversidade do Brasil.
O principal avanço observado na última década é o crescimento do volume de unidades de conservação: o número passou de de 485 para 738 entre 2015 e 2025, um aumento de 52%, reforçando a ampliação dos mecanismos de proteção em todos os estados nordestinos.
Dentro desse segmento, se destaca a expansão da proteção à Caatinga, o único bioma exclusivamente brasileiro, que agora conta com 299 unidades de conservação. Os ecossistemas das regiões são extremamente sensíveis às mudanças climáticas e hoje contam com 9,8 milhões de hectares protegidos.
Outro aspecto relevante é a produção de energia solar e eólica, que também foi expandida ao longo dos últimos dez anos. Com a energia limpa produzida na região – que concentra grandes parques de captação de energia -, o Nordeste não só reduz a emissão de carbono, mas também assegura um nível de autonomia energética.
O crescimento da bioeconomia também é um pilar desse bom momento vivido pelos estados nordestinos: produções de mel e babaçu, por exemplo, impulsionam o extrativismo sustentável e o desenvolvimento de cooperativas na região.
O Nordeste é ainda um pilar da transição energética, com projetos relacionados ao uso de biogás em estados como Alagoas. De acordo com o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a região é a que mais avança na aprovação de projetos dessa categoria.
A produção de Hidrogênio Verde também despontou ao longo da última década nos Estados nordestinos com a instalação de indústrias que buscam captar combustível limpo para descarbonizar o transporte marítimo e a indústria global.
Além disso, toda a agenda ESG da região foi fortalecida, com temas ligados ao meio ambiente sendo amplamente discutidos em fóruns, a exemplo do Consórcio Nordeste, que tem como um dos pilares da gestão do atual presidente, o governador de Alagoas Paulo Dantas, o fortalecimento do meio ambiente.
A região teve ainda, na última década, um grande avanço em relação à segurança hídrica e o combate à desertificação, com ações e programas desenvolvidos pelo Governo Federal em parceria com governos estaduais.
Os números mostram que a preservação ambiental se tornou um vetor de desenvolvimento socioeconômico para a região, que hoje trabalha pela ampliação da proteção de seus recursos. Com essa dinâmica observada ao longo da última década, o Nordeste atrai investimentos sustentáveis e constrói uma economia mais dinâmica e preparada para os desafios climáticos.