
A cadeia produtiva da apicultura em Alagoas deve receber um importante reforço nos próximos meses com a implantação de oito novas casas do mel pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). As estruturas serão destinadas ao beneficiamento e processamento do produto, contribuindo para a modernização da atividade e para a adequação da produção aos padrões sanitários exigidos pelo mercado.
Entre os municípios contemplados está Japaratinga, no Litoral Norte alagoano. A unidade está sendo construída às margens da rodovia AL-465, em uma área de 103,68 metros quadrados. O investimento previsto é de R$ 471 mil. O empreendimento contará com dois blocos: um destinado ao processamento do mel e outro voltado às atividades administrativas.
A estrutura seguirá as normas do Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa), do Ministério da Agricultura e Pecuária. Entre as medidas previstas estão procedimentos rigorosos de higienização para acesso à área produtiva, garantindo mais segurança ao processo de beneficiamento.
A unidade será entregue equipada com todos os itens necessários para o processamento do mel, incluindo garfo desoperculador, centrífuga de extração, peneiras para filtragem e decantadores para armazenamento e purificação do produto. A expectativa é que a estrutura permita aos produtores locais agregar valor à produção e ampliar sua competitividade.
Além de Japaratinga, outras sete casas do mel estão em implantação nos municípios de Penedo, Senador Rui Palmeira, Traipu, Delmiro Gouveia, Roteiro, Girau do Ponciano e Pariconha. As inaugurações das unidades de Delmiro Gouveia e Traipu estão previstas para julho e outubro, respectivamente.
O investimento ocorre em um momento de expansão da atividade no estado. Dados do IBGE apontam que Alagoas produziu mais de 515 mil quilos de mel em 2023. No litoral, iniciativas desenvolvidas pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e pela Uniprópolis buscam ampliar a produção de mel e da valorizada própolis vermelha, produto reconhecido internacionalmente por suas propriedades medicinais e pela exclusividade dos manguezais alagoanos, reforçando o potencial do setor para gerar emprego, renda e desenvolvimento regional.