Jornalismo econômico para a inovação no Nordeste -
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20 de julho de 2024 22:14

Exclusivo: mulheres negras e nordestinas que estão transformando o mundo dos negócios

Exclusivo: mulheres negras e nordestinas que estão transformando o mundo dos negócios

Conheça as histórias inspiradoras de três líderes que estão mudando o jogo nas grandes empresas

A representatividade de mulheres negras em cargos de liderança ainda é extremamente baixa, com apenas 4% ocupando essas posições, enquanto homens brancos dominam 62% dos postos de comando, de acordo com um estudo da consultoria internacional McKinsey & Company, que avaliou 279 companhias de diversos países que, juntas, empregam mais de 13 milhões de pessoas.

No entanto, essa realidade está começando a mudar, graças a mulheres como Jandaraci Araújo, Maria Eduarda Franklin e Karine Oliveira. Estas três mulheres negras do Nordeste estão desafiando as estatísticas, abrindo novos caminhos e mostrando que a diversidade é uma peça fundamental para o sucesso das empresas.

Conheça suas histórias inspiradoras e veja como elas estão transformando o mercado!

Jandaraci Araújo: a profissional do improvável

Natural da Bahia, Jandaraci Araújo, começou sua trajetória vendendo salgados nos trens do Rio de Janeiro para sustentar suas filhas e pagar seus estudos. Com determinação e aproveitamento de oportunidades inesperadas, ela se tornou uma das conselheiras administrativas mais proeminentes do mercado. Fundadora do programa Conselheira 101, que incentiva a presença de mulheres negras em conselhos de administração, a conhecida Janda nunca é deixada de lado quando se enumeram os grandes conselheiros e consultores financeiros do país.

“Eu sou uma pessoa totalmente outlier, construí uma trajetória fora do padrão”, afirmou Jandaraci, em depoimento à Exame. Conselheira emérita do Instituto Capitalismo Consciente Brasil, conselheira independente do Instituto Inhotim e Tomie Ohtake, assim como da Women in Leadership in Latin America, Janda também se destaca como uma voz forte na questão da igualdade de gênero.

 

Maria Eduarda Franklin: a jovem neurocientista e empreendedora

Maria Eduarda Franklin, conhecida como Duda, é uma jovem potiguar que aos 24 anos já conquistou um espaço significativo na área de neuroengenharia. Co-fundadora e CEO da Orby, Duda está à frente de uma startup que desenvolve sistemas de neuromodulação não invasiva para reabilitação motora e redução da dor. Seu trabalho já lhe rendeu reconhecimento na Forbes Under 30 e apoio de iniciativas como o Black Founders Fund do Google for Startups.

Desde jovem, Duda se destacou em feiras de ciências com projetos inovadores, como protótipos de tomógrafos. Formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em Ciência e Tecnologia com ênfase em neurociências e em Engenharia Biomédica, ela continua a expandir os limites do possível com seu trabalho na Orby.

Karine Oliveira: da periferia à Forbes Under 30

Karine Oliveira, nascida e criada no Engenho Velho da Federação, em Salvador, enfrentou desafios ao adentrar o ecossistema de empreendedorismo e inovação. Fundadora da Wakanda Educação, Karine transforma o cenário com sua abordagem inclusiva e acessível. Seu trabalho lhe garantiu um lugar na lista Forbes Under 30 e um episódio no Shark Tank Brasil.

A Wakanda Educação se destaca por simplificar termos complexos do mundo corporativo, facilitando o acesso de empreendedores periféricos ao conhecimento necessário para seus negócios. Karine é um exemplo de como a educação e a inclusão podem ser ferramentas poderosas para a transformação social e econômica.

 

A importância da diversidade e inclusão no mundo dos negócios

Um estudo da consultoria internacional McKinsey & Company, revelou uma relação positiva entre diversidade e performance financeira. Empresas que investem em diversidade étnica e cultural conseguem superar em 36% a lucratividade daquelas que não o fazem. Esses dados destacam que a inclusão não é apenas uma questão de justiça social, mas uma estratégia de negócios eficaz.

As histórias de Jandaraci Araújo, Maria Eduarda Franklin e Karine Oliveira não apenas sublinham a resiliência e a capacidade de inovação dessas mulheres, mas também demonstram como a diversidade pode beneficiar o ambiente corporativo.

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