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4 de outubro de 2026 10:06

FNE prevê R$ 13 bilhões para financiar a pecuária no Nordeste em 2027

FNE prevê R$ 13 bilhões para financiar a pecuária no Nordeste em 2027

Fundo terá orçamento de R$ 60,9 bilhões no próximo ano, com prioridade para pequenos empreendedores e investimentos no semiárido
Foto: Deposiphotos

O Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) deverá destinar cerca de R$ 13 bilhões à pecuária em 2027, colocando a atividade no topo da previsão de distribuição de recursos entre os setores econômicos contemplados pelo fundo. A estimativa ainda é inicial e considera empreendimentos localizados nos 11 estados da área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). O volume efetivamente contratado poderá ser maior, de acordo com a demanda e os projetos apresentados.

O planejamento para o próximo ano prevê um orçamento total de R$ 60,9 bilhões. Depois da pecuária, aparecem agricultura, com R$ 12,9 bilhões; comércio e serviços, com R$ 12,5 bilhões; e infraestrutura, com R$ 12,1 bilhões. A indústria terá previsão de R$ 7,2 bilhões, enquanto turismo contará com R$ 1,9 bilhão.

Para pessoas físicas, estão previstos R$ 123,7 milhões, destinados a financiamentos estudantis por meio do P-Fies e à implantação de sistemas residenciais de energia solar.

Os valores foram apresentados durante uma série de reuniões setoriais com representantes dos setores produtivos dos estados atendidos pela Sudene. Os encontros, encerrados nesta quarta-feira (30), serviram para discutir os valores inicialmente programados para os Planos Estaduais de Aplicação de Recursos do FNE em 2027.

Na distribuição entre os estados, a Bahia terá a maior previsão, com R$ 12,8 bilhões, seguida por Ceará, com R$ 8,1 bilhões; Pernambuco, com R$ 7,2 bilhões; Maranhão, com R$ 6,4 bilhões; e Piauí, com R$ 5,95 bilhões. Paraíba e Rio Grande do Norte terão R$ 4,2 bilhões cada. Minas Gerais receberá R$ 3,7 bilhões, enquanto Alagoas e Sergipe terão R$ 3,2 bilhões cada. O Espírito Santo contará com R$ 1,5 bilhão.

A aplicação dos recursos seguirá algumas prioridades. Empreendedores de porte mini, micro, pequeno e pequeno-médio deverão receber 62% do orçamento, enquanto pelo menos 50% dos recursos deverão ser destinados ao semiárido. A estratégia busca ampliar o acesso ao crédito entre negócios de menor porte e estimular investimentos em uma área historicamente marcada por desigualdades econômicas e sociais.

Administrado pela Sudene e operado pelo Banco do Nordeste, o FNE é um dos principais instrumentos de financiamento do desenvolvimento regional. Seus recursos buscam estimular a geração de emprego e renda, apoiar a expansão de atividades produtivas e reduzir desigualdades regionais.

A programação para 2027 está alinhada à Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e contempla projetos vinculados ao Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE), elaborado pela Sudene.

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