
O Nordeste foi a única região brasileira a registrar crescimento do rebanho bovino em 2025. Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o efetivo aumentou 2,2%, chegando a 37,3 milhões de cabeças — o maior número de sua história. Em nove anos, a expansão foi de 31,2%, passando de 28,4 milhões de animais, em 2016, para o patamar atual.
O avanço ocorre enquanto as demais regiões apresentam retração. O Centro-Oeste, líder nacional, caiu 3,7% pelo terceiro ano consecutivo e terminou 2025 com 72,2 milhões de cabeças. O Norte recuou 1,8%, para 63,4 milhões, enquanto Sudeste e Sul tiveram quedas de 1% e 1,7%, respectivamente.
O crescimento nordestino aproximou a região do Sudeste, que também terminou o ano com 37,3 milhões de animais, mas pouco menos de 34 mil abaixo do Nordeste. Em 2016, a diferença era de 10,7 milhões de cabeças.
A expansão de 815,9 mil animais, contudo, foi desigual entre os estados. Sergipe liderou em termos proporcionais, com alta de 9,7%, seguido pelo Rio Grande do Norte, com 8,6%. Em números absolutos, Sergipe acrescentou 130,5 mil cabeças, praticamente empatado com a Bahia, que incorporou 130,4 mil.
A Bahia continua concentrando o maior rebanho regional, com 13,8 milhões de cabeças, enquanto o Maranhão aparece em segundo, com 10,3 milhões. Juntos, os dois estados representam 64,7% do efetivo nordestino.
O avanço também alcança a produção leiteira. O Nordeste produziu 6,6 bilhões de litros em 2025, alta de 2,7%, mantendo a terceira posição nacional. Ceará e Pernambuco estiveram entre os principais responsáveis pelo crescimento. A produtividade, porém, ainda é baixa: 1.657 litros por vaca ao ano, distante dos 4.290 litros registrados no Sul.