
A indústria de Pernambuco acumula crescimento de 16,5% em 2026 até julho, enquanto a produção industrial do Nordeste registra queda de 0,1% no mesmo período. O resultado coloca o estado na segunda posição entre os locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atrás apenas do Espírito Santo. Em 12 meses, a alta pernambucana chega a 10%.
O contraste se torna ainda maior quando se observa o resultado de julho. A produção industrial nordestina caiu 0,7% em relação a junho e recuou 4,1% na comparação com julho de 2025. Maranhão, Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte também registraram retração no acumulado do ano.
Para o gerente de Políticas Industriais da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), Maurício Laranjeira, o principal fator está no desempenho da cadeia de petróleo e derivados, especialmente na retomada da produção da Refinaria Abreu e Lima, no Complexo Industrial Portuário de Suape.
O economista José Farias, diretor de Promoção do Desenvolvimento Sustentável da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), também identifica uma combinação de fatores conjunturais e locais.
“A diferença de Pernambuco para os outros estados tem, em primeiro lugar, uma questão conjuntural e local. Com a abertura da refinaria, a duplicação da capacidade e o novo trem, a produção de combustíveis está bastante em alta no estado”, analisa Farias.
Refinaria muda o resultado de Pernambuco
O peso da refinaria aparece nos números. Laranjeira cita que a fabricação de derivados de petróleo acumulou crescimento de 86,4% até julho. Em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2025, a expansão chegou a 1.226,6%.
Parte desse resultado está relacionada à base de comparação. Nos primeiros meses de 2025, o Trem 1 da refinaria passou por uma parada programada para modernização, o que reduziu fortemente a produção de refino naquele período.
Concluídas as obras, a capacidade de processamento da unidade passou de 115 mil para 130 mil barris de petróleo por dia. A retomada das operações, portanto, ocorreu ao mesmo tempo em que a refinaria passou a trabalhar com capacidade maior.
A secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Danielle Jar Souto, destaca justamente essa combinação entre recuperação e expansão da capacidade.
“No início de 2025, o Trem 1 da refinaria passou por obras de modernização que reduziram fortemente a produção entre janeiro e março. A partir da conclusão da intervenção, a unidade passou a operar com uma capacidade maior, o que ajuda a explicar o desempenho observado neste ano”, afirma Danielle.
Segundo estimativas da Secretaria, de janeiro a julho deste ano a refinaria produziu 27,6% mais do que no mesmo período de 2024, antes da parada. A secretária também calcula que o refino, que cresceu 86,4% no ano, conforme já mencionado por Laranjeira, respondeu por cerca de 15,5 dos 16,5 pontos percentuais de alta da indústria pernambucana.
A base de comparação, entretanto, não explica sozinha o desempenho. Segundo Danielle, se a refinaria tivesse produzido em 2025 o mesmo volume de 2024, sem a parada para manutenção, a indústria pernambucana ainda apresentaria crescimento estimado de 7,6% em 2026. Nesse cenário, seria o maior ritmo entre as indústrias de transformação do país, cuja média seria de 0,1%, de acordo com os cálculos apresentados pela Secretaria.
Laranjeira também chama atenção para a concentração do crescimento. “Embora o crescimento de Pernambuco seja expressivo, ele ainda está bastante concentrado na cadeia de petróleo e derivados. Os demais segmentos industriais apresentam comportamentos mais heterogêneos, o que exige cautela ao interpretar o resultado como uma expansão generalizada da indústria”, afirma.

Automóveis e linha branca ampliam a base industrial
Apesar do peso da RNEST, as fontes ouvidas apontam que o crescimento pernambucano não está restrito ao refino.
Danielle enfatiza que nove das 12 atividades pesquisadas no estado apresentaram alta no acumulado do ano. Entre os destaques estão outros equipamentos de transporte, com avanço de 26,2%; produtos químicos, 13,6%; celulose e papel, 12,5%; borracha e plástico, 6%; e minerais não metálicos, 4,3%.
A indústria química, que também mantém forte relação com o polo de Suape, aparece como o segundo maior contribuinte para o resultado. “Mesmo sem o refino, a indústria de transformação pernambucana cresce 1,2%, acima da média nacional, de 0,1%, e do Nordeste, de -0,1%”, destaca Danielle.
Farias chama atenção ainda para a contribuição de setores que não dependem diretamente da retomada da refinaria. Entre eles estão a indústria automotiva e a produção de eletrodomésticos, que vêm ganhando espaço na estrutura industrial do estado. “Também houve uma produção muito forte em 2025 e a continuidade desse movimento em 2026 no setor automotivo”, afirma.
As exportações também refletem essa mudança. Segundo o economista, em 2025 Pernambuco exportou, pela primeira vez, mais veículos do que açúcar. “É um marco na economia pernambucana”, reforça.
O movimento, segundo o economista, tem continuidade com a Stellantis, que mantém operações no estado e avança na produção de veículos eletrificados e elétricos, além da chegada da Leapmotor.
Farias também cita a retomada da indústria de linha branca. Segundo ele, o polo metal mecânico pernambucano perdeu força ao longo dos últimos 20 anos, mas começou a recuperar atividades a partir de 2025, especialmente na produção de eletrodomésticos.
O economista destaca ainda que não houve queda na produção de alimentos e bebidas, setor que, segundo sua estimativa, representa quase 25% do PIB industrial pernambucano.
Suape concentra indústria, logística e novos investimentos
O desempenho da refinaria também coloca o Complexo Industrial Portuário de Suape no centro da explicação para o resultado pernambucano.
Para Laranjeira, Suape tem importância estratégica não apenas por abrigar a RNEST, mas pela concentração de atividades industriais e logísticas. O desempenho do refino, segundo ele, gera impactos sobre outras atividades associadas ao complexo. “É importante, porém, diferenciar esses efeitos do resultado medido diretamente pela PIM-PF”, pondera.
O gerente da FIEPE afirma que o desafio é fazer com que os investimentos atuais contribuam para uma expansão mais diversificada da indústria. “O desafio agora é transformar esse impulso em um movimento mais amplo, envolvendo outras cadeias da indústria de transformação”, analisa Laranjeira.
Nesse processo, ele cita a consolidação de investimentos em combustíveis sustentáveis, a ampliação da capacidade de movimentação do porto e a expansão da própria RNEST.
Danielle destaca que a Petrobras retomou as obras do Trem 2 da refinaria, com investimento superior a R$ 8 bilhões. O projeto deverá elevar a capacidade da unidade para 260 mil barris por dia até 2029.
Suape também estruturou uma carteira de aproximadamente R$ 2 bilhões em investimentos portuários, incluindo a recuperação e ampliação dos píeres de granéis líquidos, segundo a secretária.
“O complexo, que reúne mais de 90 empresas de segmentos como petroquímica, plásticos, alimentos, naval e metalmecânica, também avança na agenda da transição energética”, afirma Danielle.
Entre os projetos citados estão as iniciativas de produção de e-metanol da GoVerde e da European Energy, que, juntas, preveem produção de cerca de 200 mil toneladas por ano.
A secretária também destaca a Suape Energia, em parceria com a Wärtsilä, apresentada como a primeira usina do mundo a gerar energia térmica em larga escala com etanol conectada ao sistema elétrico nacional.

Por que Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte não acompanham?
O desempenho de Pernambuco contrasta com o de outros estados que também possuem atividades industriais ligadas a combustíveis.
Farias cita Bahia e Rio Grande do Norte como exemplos de estados em que a produção de combustíveis vem registrando queda.
“Necessariamente, há um antagonismo aí: o crescimento de Pernambuco, impulsionado pela duplicação da refinaria, faz com que o desempenho da indústria pernambucana seja melhor do que o de outros estados e alcance o segundo melhor resultado do país”, afirma.
Para ele, a diferença entre os estados também está relacionada à composição de suas estruturas industriais e aos investimentos realizados em cada território.
No caso de Pernambuco, Farias considera que a presença da Stellantis teve impacto importante sobre a retomada da atividade industrial. “O impacto da Stellantis em Pernambuco é muito relevante e profundo. São quase dez anos — na verdade, um pouco mais de dez anos — de produção. Junto com a Stellantis, Pernambuco teve uma retomada da força industrial”, explica.
Segundo o economista, a indústria representa quase 25% do PIB pernambucano, com cerca de R$ 45 bilhões em produção, e a presença da montadora tem papel importante nesse resultado.
Farias compara ainda a produtividade industrial pernambucana com a do Ceará. Embora Pernambuco tenha menos empregos industriais que o estado vizinho, segundo ele, apresenta produtividade mais de 50% superior.“São empregos de melhor qualidade e mais produtivos”, afirma.
Na comparação com a Bahia, estado de maior dimensão econômica, o economista também aponta uma produtividade industrial proporcionalmente maior em Pernambuco.
Para Farias, maior capacidade produtiva, infraestrutura e mão de obra qualificada ajudam a explicar essa diferença.
“A maior capacidade de produção, uma infraestrutura adequada — embora não perfeita — e uma mão de obra qualificada elevam a produtividade média da indústria pernambucana”, analisa.
Rio Grande do Norte questiona leitura baseada apenas na produção mensal
O Rio Grande do Norte apresenta outro elemento importante para a análise do cenário industrial nordestino: a necessidade de considerar as características metodológicas da PIM-PF.
Pedro Albuquerque, assessor técnico do Observatório da Indústria Mais RN, da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), afirma que os dados de produção industrial do estado precisam ser analisados com algumas ressalvas.
“Normalmente, os dados que apontam recuo da indústria potiguar no contexto do Nordeste estão relacionados à PIM-PF. Ocorre que, neste sentido, há que se ter algumas ressalvas metodológicas”, afirma Albuquerque.
Segundo ele, o Rio Grande do Norte foi o último estado a entrar na pesquisa e possui série histórica e número de setores analisados mais limitados. Além disso, o indicador tem forte concentração em petróleo e gás, atividade que representa parcela relevante da indústria potiguar e pode influenciar o resultado agregado.
A PIM-PF Regional do IBGE acompanha mensalmente a produção física industrial de Pernambuco, Bahia, Ceará, Maranhão e Rio Grande do Norte, além de outros estados e do Nordeste como região. O indicador mede a evolução da quantidade produzida de produtos selecionados e é utilizado para acompanhar o comportamento de curto prazo da indústria.
Para Albuquerque, outros indicadores ajudam a dimensionar uma dinâmica mais ampla da economia potiguar. Em 2026, o Rio Grande do Norte passou à 15ª posição no Ranking Geral de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), e aparece em terceiro lugar entre os estados nordestinos, atrás de Ceará e Paraíba, segundo os dados apresentados pelo assessor.
Na indústria, ele cita a expansão do setor mineral, com exploração de ouro e minério de ferro para exportação; a aprovação de resoluções relacionadas a baterias e sistemas de armazenamento de energia (BESS), hidrogênio verde e data centers; e o desenvolvimento da cadeia de confecção por meio do Pro-Sertão.
O assessor também destaca o potencial das energias renováveis. Segundo ele, o Rio Grande do Norte já figura entre os líderes nacionais no segmento e possui potencial de geração offshore superior a 45 GW. Na cadeia de confecção, menciona ainda o desenvolvimento de marcas próprias e a possibilidade de contratos com grandes indústrias, como a Guararapes.
Emprego e número de empresas mostram outra dimensão
A política de incentivos também passou por mudanças nos últimos anos. Segundo Albuquerque, em 2019 o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial (PROADI) foi substituído pelo Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (PROEDI), que passou a operar por meio de crédito presumido e a vincular os benefícios a critérios como geração de empregos, localização, compras locais, inovação, meio ambiente e qualificação profissional.
“O incentivo passou a operar por crédito presumido, reduzindo a carga tributária de forma mais direta e vinculando o benefício a critérios como emprego, localização, compras locais, inovação, meio ambiente e qualificação profissional, o que converteu o programa em instrumento de competitividade territorial”, explica Albuquerque.
Os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) citados pelo assessor mostram que o número de estabelecimentos industriais no estado passou de 8.533, em 2015, para 14.696, em 2025, alta de 72,2%. Depois de chegar a 7.139 em 2019, o total mais que dobrou até 2025.
No emprego industrial, os vínculos passaram de 113.699 para 135.444 entre 2015 e 2025, crescimento de 19,1%. Entre 2021 e 2025, o avanço foi de 24,9%, de 108.421 para 135.444 vínculos.
O Observatório Mais RN também registrou, segundo Albuquerque, alta de 20% no número de estabelecimentos industriais entre 2022 e 2023 e crescimento de 9,7% no emprego industrial entre 2023 e 2024.
“Apesar das oscilações na produção em 2025, o avanço do emprego em segmentos estratégicos e as expectativas empresariais positivas para demanda e investimentos reforçam a leitura de uma retomada estrutural, ainda que não linear, do parque industrial potiguar”, afirma.
Novas cadeias entram no radar do Rio Grande do Norte
Albuquerque relaciona parte desse movimento à expansão de atividades ligadas à tecnologia, inovação e transição energética. Ele cita o Instituto Metrópole Digital e o Parque Tecnológico Augusto Severo como estruturas voltadas à atração de novas indústrias de base tecnológica.
Também aparecem nesse cenário a cadeia ligada à transição energética, a produção de petróleo, com perspectivas na Margem Equatorial, e a mineração. Além dos minerais atualmente explorados, o estado apresenta potencial para lítio e terras raras, segundo o assessor.
Para Albuquerque, esses projetos indicam uma transformação gradual da base produtiva potiguar, cujos efeitos podem levar tempo para aparecer nos indicadores mensais de produção.
Política industrial tenta ampliar a produção no Nordeste
Enquanto a PIM-PF mostra retração em parte dos estados pesquisados, Farias chama atenção para outras frentes de industrialização em andamento no Nordeste. Segundo o diretor da Sudene, Piauí e Paraíba vêm retomando a produção industrial e a agroindustrialização. Em menor intensidade, ele cita também Sergipe e Alagoas.
Farias destaca o programa Nordeste 4.0, desenvolvido pela Sudene para ampliar as perspectivas da indústria regional e aproximá-la da política industrial nacional, especialmente da Nova Indústria Brasil. “A gente pretende reforçar isso e tem trabalhado para ampliar a força da indústria no cenário regional e nacional”, afirma.
Ele ressalta que esse processo é gradual. “Não é fácil, mas é um projeto de médio e longo prazo”, comenta.
O economista observa que Piauí e Paraíba não fazem parte da PIM-PF do IBGE, mas apresentam movimentos que, segundo ele, demonstram o fortalecimento de estados menores, inclusive em atividades ligadas à indústria verde.
Farias cita ainda uma carteira de mais de R$ 100 bilhões em investimentos no Nordeste como sinal da retomada da agenda industrial e de investimentos na região. Outro instrumento apontado é o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), que voltou a ampliar o crédito destinado à indústria.
O BNDES também aparece nesse processo, segundo Farias, com iniciativas para ampliar recursos da Finep. “Quando se faz um mapeamento desses recursos, percebe-se que, embora ainda não sejam proporcionais ao PIB, eles vêm crescendo ao longo de 2025 e 2026”, afirma.
O diretor da Sudene cita ainda resultados recentes na indústria têxtil e na incorporação de inovação à indústria e à economia. Para ele, a oferta de energia renovável em diferentes estados nordestinos pode abrir espaço para novas atividades industriais e empregos ligados à chamada economia verde.
Crescimento pernambucano enfrenta o desafio da diversificação
Em Pernambuco, a continuidade do avanço dependerá, segundo as fontes, do comportamento da refinaria, da expansão de outros setores e da capacidade de atrair investimentos.
Laranjeira considera que há perspectivas favoráveis para os próximos meses, embora a taxa acumulada deva perder força à medida que desapareça o efeito da base de comparação de 2025. Ele aponta ainda um fator sazonal: historicamente, o segundo semestre tende a apresentar maior dinamismo para a economia pernambucana, especialmente com a retomada da safra do setor sucroalcooleiro.
“A retomada da safra pode repercutir tanto na produção industrial quanto na geração de empregos formais”, afirma.
Para o gerente da FIEPE, a sustentação do avanço no médio e longo prazo dependerá, porém, de uma agenda mais ampla de competitividade. Entre os projetos citados estão a duplicação da BR-232, o Arco Metropolitano, a ferrovia Transnordestina, a modernização e ampliação de Suape e investimentos em infraestrutura elétrica e hídrica.
“A redução dos custos logísticos e a melhoria da infraestrutura são fundamentais para que o crescimento industrial não fique concentrado em poucos segmentos e possa alcançar outras cadeias produtivas”, analisa Laranjeira.
Reforma Tributária também entra na conta
Outro ponto destacado pela FIEPE é a mudança no sistema tributário. Laranjeira afirma que a redução gradual dos incentivos de ICMS até a extinção do imposto em 2033 exigirá dos estados nordestinos novos fatores de competitividade para manter a atração de investimentos.
“Nesse novo cenário, infraestrutura, logística, inovação, produtividade e qualificação da mão de obra ganham ainda mais importância”, afirma.
O gerente também cita a regulamentação estadual do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR), previsto na Reforma Tributária, como uma ferramenta que poderá ser utilizada para manutenção e atração de investimentos.
Para ele, o momento atual deve ser aproveitado para ampliar a diversificação da indústria pernambucana.
Danielle também avalia que a taxa acumulada tende a se moderar à medida que a comparação deixe de incorporar os meses de baixa produção da refinaria em 2025. Isso, segundo ela, não significa necessariamente perda de dinamismo.
Entre abril e julho, período em que já não havia o efeito da parada da RNEST, o refino produziu 25,6% mais do que no mesmo período de 2025, enquanto a indústria pernambucana como um todo cresceu 6,4%, de acordo com os dados apresentados pela Secretaria.
A secretária acrescenta que, em agosto, a Refinaria Abreu e Lima registrou recorde histórico de processamento na Unidade de Coqueamento Retardado, além de recordes de produção de nafta petroquímica, GLP e coque. Esses resultados, segundo ela, deverão aparecer nas próximas divulgações.
“O crescimento não depende só do refino. O desempenho mostra que o avanço da indústria pernambucana alcança diferentes segmentos, enquanto o Governo de Pernambuco acompanha a dinâmica dos setores e trabalha para ampliar e diversificar a base industrial do estado”, afirma Danielle.
Farias, por sua vez, vê perspectivas de continuidade do movimento. “Especialmente com a continuidade da produção de petróleo e da indústria automobilística, junto à Nova Indústria Brasil e aos anúncios de investimentos da Stellantis”, conclui o economista.