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28 de abril de 2026 14:43

PetroReconcavo e Petroborn veem no Nordeste mapa para impulsionamento do setor de óleo e gás

PetroReconcavo e Petroborn veem no Nordeste mapa para impulsionamento do setor de óleo e gás

Empresas incrementam capacidade de investimento, ampliam ativos e enxergam no Nordeste ponto vital de seus respectivos planos de expansão
Foto: Reprodução/Brasil Energia

Duas operadoras de destacada atuação na região Nordeste se movimentam para fortalecer suas presenças na indústria de óleo, gás e derivados. A PetroReconcavo e a Petroborn, respectivamente com 25 e 10  anos de atividades, ilustram bem o impulso que produtores independentes vêm dando ao setor. No caso dessas empresas, alicerçados em robustos investimentos e um olhar estratégico para o Nordeste.

A PetroReconcavo, por exemplo, tem injetado R$ 800 milhões anualmente em atividades de desenvolvimento de campos exploratórios com potencial e produção já garantidos. O volume financeiro mostra a confiança da empresa numa região com vocação histórica para polo produtor de energias – e os retornos a justificam. Com foco no onshore, a PetroReconcavo tem um vistoso portfólio de 55 concessões de petróleo e gás natural, divididas entre o Rio Grande do Norte (um bom quinhão da Bacia Potiguar) e Bahia.

Dando tração a esse dinamismo, a operadora prorrogou as autorizações junto à Agência Nacional do Petróleo (ANP) para atuação na Bahia. Os prazos agora se estendem por mais 27 anos.

Em paralelo, a companhia viabiliza as operações no Polo Miranga, importante instalação na Bacia do Recôncavo e cujas obras estão previstas para começar em 2027. Miranga terá capacidade inicial de processar 950 mil metros cúbicos de gás natural por dia, podendo expandir para 1,5 milhão de metros cúbicos diariamente.

Se a Petrobras, em algum momento, acreditou que não haveria reinvestimento para as concessões da Rodada Zero (no ano 2000) e que expirariam agora, deparou-se com outra realidade. Os produtores independentes projetaram novos investimentos e metas, solicitaram o adiamento dos prazos das concessões e a revisão de suas regras.

“Esse ambiente, que não é mais prioritário para a Petrobras — seja no onshore, seja nas águas —, tornou-se fértil e tem sido conduzido pelos produtores independentes de forma seríssima”, avalia João Vitor Moreira, vice-presidente de Comercial e Novos Negócios da PetroReconcavo.

A equação no setor industrial é simples: oportunidade gera aplicação de recursos. João Vitor Moreira, contudo, amplia o conceito e diz que é preciso se comprometer com os investimentos para que estes “façam sentido”. “A gente continua revitalizando a produção, perfurando poços novos, reinvestindo nos ativos, na integridade e na segurança desses ativos”, defende o executivo da PetroReconcavo

A empresa realiza cerca de 200 operações de workover (intervenção com sonda especializada) por ano, resultando em um dos maiores indicadores de extração do país. A produção do mês de abril foi de 27,8 mil barris de óleo equivalente por dia, um crescimento de 0,5% em relação ao mês anterior. “Revitalizar é um caminho para uma boa taxa de retorno”, vaticina João Vitor.

A concessão do campo de Tiê, na Bahia, graças à aquisição das ações da Maha Energy Brasil, em 2023, corrobora suas palavras. Em dois anos de operação, a PetroReconcavo aumentou em mais de 50% a produção no campo. Atualmente, Tiê abriga quatro entre os dez melhores poços produtores de petróleo do onshore brasileiro.

João Vitor amplia o mapa: “O que a gente tem visto no Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Bahia e Espírito Santo, por exemplo, são empresas revitalizando campos que tinham a perspectiva de terem suas concessões encerradas. Voltaram os investimentos para esta indústria”.

Foto: Reprodução/Internet

Bahia como farol

Já a Petroborn, que tem todos os seus ativos na Bahia, tem feito da expansão o seu distintivo. Em uma década de atividades no setor, a empresa de onshore exibe um crescimento exponencial, pavimentado por aquisições estratégica para a exploração e produção de petróleo e gás natural. A Petroborn tem identificado oportunidades que agregam valor ao seu patrimônio, e agora parte para o desenvolvimento e diversificação dos seus ativos.

Nos próximos dois anos, a Petroborn vai perfurar três novos poços no campo de Iraí, na Bacia do Tucano Sul. A última perfuração nessa área ocorreu em 2006, realizada pela própria Petrobras. A empresa identificou um grande potencial de extração no campo que, aliás, foi sua primeira aquisição no setor, há dez anos. O Iraí, que fazia parte do mapa de desinteresse da petrolífera nacional, foi arrematado em um leilão de campos marginais realizado pela ANP.

Cinco anos após a aquisição do campo — já com pico de produção de 75 mil metros cúbicos de gás por dia —, a Petroborn comprou blocos exploratórios vizinhos ao Iraí, com o objetivo de não perder potenciais acúmulos de produção. Dois anos depois, adquiriu mais dois blocos, agora próximos aos campos de Buracica e Taquipe. “São campos maduros importantes, com uma produção de 60 anos”, contextualiza Marcos Farina, CEO da Petroborn.

No ano passado, a Petroborn agregou ao seu portfólio o campo de Bela Vista, produtor de óleo, sinalizando uma diversificação nas atividades da empresa. “Vamos investir agora um capital intensivo, estimado em 15 milhões de dólares, para desenvolver esses ativos que já são nossos, começando evidentemente pelo campo de raízes”, calcula Farina.

A expansão do primogênito Iraí dá a largada para essa nova etapa de aplicação de recursos. A perfuração dos novos poços mostra que a Petroborn também percorre o caminho de entusiasmo dos produtores independentes, identificando oportunidades que geram comprometimento com os investimentos. E também agrega um outro conceito que tem gerado bons frutos no setor: revitalização.

Foto: Freepik

“Significa implementação de atividades que vão promover um grande aumento na produção”, define o CEO, evidenciando sua expectativa muito positiva com relação aos campos terrestres (alguns ainda em fase de estudo e definição de alocações). “A gente acredita que o momento é muito bom. As movimentações do mercado e as empresas, inclusive nós, vêm dando demonstração de otimismo”, aponta Farina.

Por isso, os planos da Petroborn já têm seguimento. Após iniciar a produção dos seus ativos, a operadora já se compromete com novos investimentos em expansão. “Estamos dimensionando um valor superior a U$ 20 milhões para aquisições futuras”, antecipa o CEO da empresa . As ações podem, inclusive, expandir o mapa da Petroborn para além das fronteiras da Bahia.

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