O governo do Rio Grande do Norte intensificou as articulações para regulamentar o licenciamento ambiental de data centers, em uma tentativa de posicionar o Estado na disputa por investimentos bilionários em infraestrutura digital. A proposta está em análise na Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e deverá ser encaminhada ao Conselho Estadual do Meio Ambiente (Conema), com expectativa de apreciação na próxima reunião do colegiado, prevista para ocorrer em cerca de dois meses.
A regulamentação é tratada como prioridade pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec). Segundo o governo, a ausência de regras específicas reduz a competitividade potiguar diante de Estados que já criaram normas para receber empreendimentos desse tipo.
O secretário Lahyre Rosado afirma que acompanha diretamente a tramitação da proposta e defende a conclusão rápida do processo. Para ele, o RN reúne vantagens como disponibilidade de energia elétrica, oferta hídrica e localização estratégica, próxima da Europa, da África e da costa leste dos Estados Unidos. A presença de cabos submarinos de telecomunicações também é considerada um diferencial.
A movimentação ocorre em meio à crescente demanda por infraestrutura para computação em nuvem e inteligência artificial. O Nordeste ganhou relevância nesse mercado por combinar energia renovável, disponibilidade de áreas e conexão internacional por fibra óptica.
Recentemente, o Ceará aprovou uma legislação específica para incentivar data centers e sistemas de armazenamento de energia em baterias, incluindo regras próprias de licenciamento ambiental.
Para o governo potiguar, a aprovação da resolução pelo Conema é indispensável para transformar as vantagens naturais do Estado em investimentos concretos, oferecendo previsibilidade aos empreendedores e reduzindo o tempo necessário para a implantação dos projetos.
