
O Rio Grande do Norte continua entre os principais polos de interesse para a geração de energia eólica offshore no Brasil, mesmo após a redução no número de projetos em licenciamento ambiental. O Estado aparece na terceira posição do ranking nacional, com oito empreendimentos ativos no Ibama, que somam 12,768 GW de potência pretendida. Antes, eram 14 processos — queda de 42,8% — mas a redução ocorreu por arquivamento de propostas sem movimentação por mais de dois anos, e não por rejeição ou concessão de licenças.
A atualização integra o mapa nacional de projetos offshore do Ibama, que reduziu de 105 para 59 o total de empreendimentos em análise até fevereiro de 2026. No país, os projetos remanescentes somam cerca de 134,25 GW. O Rio Grande do Sul lidera o levantamento, seguido pelo Ceará. O RN aparece em terceiro lugar, reforçando sua relevância no setor. Segundo o Atlas Eólico e Solar potiguar, o litoral do Estado tem potencial estimado de 54,5 GW.
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec-RN) afirma que a diminuição de processos não representa perda de potencial, mas reflete uma reavaliação das propostas conforme o grau de maturidade. Entre os projetos ativos estão Pedra Grande, Maral, Ventos Potiguar, Beta, Costa Branca I e II, Ginga e o Sítio de Testes Senai — este último o mais avançado do país, voltado à pesquisa e já com Licença Prévia concedida.
O avanço da carteira depende da regulamentação federal da Lei nº 15.097/2025, que criou o marco legal da energia offshore. Em julho, o governo publicou a metodologia para seleção das áreas marítimas — os chamados prismas — que poderão ser ofertadas para outorga. A definição desses espaços será decisiva para medir quanto do potencial potiguar poderá ser aproveitado.
Enquanto isso, o RN segue preparando infraestrutura e estudos para receber futuros investimentos, incluindo o projeto do Porto-Indústria Verde, voltado à nova cadeia industrial da energia renovável.