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12 de agosto de 2026 06:04

RN mantém posição de destaque na corrida da energia eólica offshore, apesar da redução de projetos

RN mantém posição de destaque na corrida da energia eólica offshore, apesar da redução de projetos

Estado segue como terceiro maior polo do país, com oito empreendimentos ativos no Ibama e potencial estimado de 54,5 GW no litoral
Foto: Divulgação

O Rio Grande do Norte continua entre os principais polos de interesse para a geração de energia eólica offshore no Brasil, mesmo após a redução no número de projetos em licenciamento ambiental. O Estado aparece na terceira posição do ranking nacional, com oito empreendimentos ativos no Ibama, que somam 12,768 GW de potência pretendida. Antes, eram 14 processos — queda de 42,8% — mas a redução ocorreu por arquivamento de propostas sem movimentação por mais de dois anos, e não por rejeição ou concessão de licenças.

A atualização integra o mapa nacional de projetos offshore do Ibama, que reduziu de 105 para 59 o total de empreendimentos em análise até fevereiro de 2026. No país, os projetos remanescentes somam cerca de 134,25 GW. O Rio Grande do Sul lidera o levantamento, seguido pelo Ceará. O RN aparece em terceiro lugar, reforçando sua relevância no setor. Segundo o Atlas Eólico e Solar potiguar, o litoral do Estado tem potencial estimado de 54,5 GW.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec-RN) afirma que a diminuição de processos não representa perda de potencial, mas reflete uma reavaliação das propostas conforme o grau de maturidade. Entre os projetos ativos estão Pedra Grande, Maral, Ventos Potiguar, Beta, Costa Branca I e II, Ginga e o Sítio de Testes Senai — este último o mais avançado do país, voltado à pesquisa e já com Licença Prévia concedida.

O avanço da carteira depende da regulamentação federal da Lei nº 15.097/2025, que criou o marco legal da energia offshore. Em julho, o governo publicou a metodologia para seleção das áreas marítimas — os chamados prismas — que poderão ser ofertadas para outorga. A definição desses espaços será decisiva para medir quanto do potencial potiguar poderá ser aproveitado.

Enquanto isso, o RN segue preparando infraestrutura e estudos para receber futuros investimentos, incluindo o projeto do Porto-Indústria Verde, voltado à nova cadeia industrial da energia renovável.

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