Jornalismo econômico para a inovação no Nordeste -
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16 de setembro de 2026 08:01

Tecnologia ganha espaço nas fábricas de tecidos e confecções do Rio Grande do Norte

Tecnologia ganha espaço nas fábricas de tecidos e confecções do Rio Grande do Norte

Iniciativa coordenada pela Sudene aposta em automação, gestão de dados e manufatura avançada para modernizar empresas
Foto: Reprodução/Internet

O setor têxtil e de confecções nordestino passa por um movimento de modernização impulsionado pela transformação digital. Em 2024, a região respondeu por 24% da produção nacional do segmento, que alcançou R$ 211 bilhões no país, segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). No Rio Grande do Norte, uma iniciativa do Programa NE 4.0, da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), buscou aproximar empresas dessa nova realidade.

Ao longo de dois anos, 30 empresas foram atendidas e 20 estruturaram projetos de inovação, enquanto 100 funcionários, gestores e estudantes do ensino médio passaram por capacitação. Coordenada regionalmente pela Universidade de Pernambuco (UPE), a iniciativa teve execução no estado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por meio do Instituto Metrópole Digital (IMD).

A primeira etapa foi dedicada ao diagnóstico da maturidade digital das indústrias participantes, em sua maioria micro e pequenas empresas. Segundo Anderson Paiva Cruz, professor da UFRN e coordenador estadual do programa, havia diferenças significativas no grau de adoção tecnológica. Algumas empresas ainda não tinham automação; outras já digitalizavam informações, mas não dispunham de ferramentas para processar e analisar os dados produzidos.

Depois do diagnóstico, os participantes passaram por uma formação técnica de 100 horas em manufatura avançada. O conhecimento adquirido serviu de base para projetos voltados principalmente ao planejamento estratégico da gestão digital. Também foram desenvolvidas soluções de automação, integração de sistemas, digitalização de processos e painéis de Business Intelligence (BI).

A metodologia aproximou empresas, especialistas e novos talentos: cada projeto contou com um estudante bolsista, um consultor e um representante da indústria. A etapa final também levou conhecimentos sobre tecnologias da Indústria 4.0 ao ensino médio, com cinco estudantes participando diretamente dos projetos.

O movimento ocorre em um setor que busca ampliar sua inserção externa. Segundo o Data Nordeste, as exportações potiguares de matérias têxteis e suas obras somaram R$ 9,8 milhões em agosto de 2026 e quase R$ 74 milhões no acumulado do ano.

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