
A Paraíba registrou crescimento na produção de leite e no abate de bovinos no primeiro semestre de 2026, indicando avanço da atividade pecuária no estado. A produção leiteira passou de 56.587 toneladas no primeiro semestre de 2025 para 59.161 toneladas no mesmo período deste ano. Já o número de bovinos abatidos aumentou em 23,9 mil cabeças na comparação anual.
Os dados foram divulgados pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), órgão de pesquisa do Banco do Nordeste (BNB), com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No abate bovino, o desempenho paraibano superou o registrado por Ceará e Pernambuco, ficando atrás apenas da Bahia entre os estados nordestinos, conforme os dados apresentados. O resultado acompanha um cenário regional de expansão da atividade pecuária.
Na Paraíba, o Banco do Nordeste atua no fortalecimento da bovinocultura de corte e leiteira por meio do Programa de Desenvolvimento Territorial (Prodeter). A iniciativa contempla regiões estratégicas para a produção, como Médio Piranhas, Vale do Piranhas, Alto Sertão, Vale do Piancó, Cariri Oriental e Médio Sertão.
Segundo o superintendente do BNB na Paraíba, Rudrigo Araújo, o avanço simultâneo dos dois segmentos reflete o desenvolvimento da cadeia produtiva, com iniciativas de assistência técnica, organização da produção e acesso ao crédito rural. “Esse avanço importante da cadeia econômica da bovinocultura demonstra como ações estruturantes, a exemplo do Prodeter, têm contribuído para elevar a produtividade, a competitividade e a sustentabilidade dos sistemas de produção de leite e de corte em diversas regiões do estado”, afirmou.
No conjunto do Nordeste, o volume de bovinos abatidos cresceu 3,66% no primeiro semestre, alcançando 1,89 milhão de animais, o equivalente a 9% do abate nacional. Entre os fatores associados ao resultado estão a redução dos custos com rações, a expansão dos sistemas de confinamento e o ritmo das exportações, que favoreceram a oferta de animais para abate.