
O Porto de Suape, em Pernambuco, ampliará sua conexão com os mercados da América do Norte com a implantação de uma nova rota marítima semanal para os Estados Unidos e o México. A operação, realizada pelas armadoras Maersk e Mediterranean Shipping Company (MSC), inclui o terminal pernambucano no serviço UCLA e estabelece uma ligação direta com Houston, no Texas, com tempo estimado de viagem de 21 dias. A iniciativa também prevê escalas em duas cidades mexicanas e amplia as alternativas logísticas para empresas do Nordeste interessadas em expandir suas operações de comércio exterior.
O itinerário contempla ainda Cartagena, na Colômbia, com chegada prevista em 11 dias, além de Altamira e Veracruz, no México, com tempos estimados de 24 e 26 dias, respectivamente. No Brasil, a rota também atende portos das regiões Sul e Sudeste, como Santos (SP), Itapoá e Itajaí (SC), Paranaguá (PR) e Rio de Janeiro. A Maersk pretende oferecer conexões adicionais para cargas destinadas a Manaus (AM).
Entre os produtos com potencial para utilizar o novo serviço estão plásticos, borracha e produtos químicos, matérias-primas importantes para diferentes segmentos industriais, especialmente o automotivo. A ampliação das conexões marítimas oferece aos exportadores e importadores da região novas possibilidades de transporte e acesso a mercados estratégicos da economia norte-americana e mexicana.
A chegada da rota ocorre em um momento de expansão da infraestrutura portuária de Suape. Em junho de 2026, foi inaugurado o novo terminal de contêineres da APM Terminals, empresa responsável pela estrutura, após investimentos superiores a R$ 2 bilhões. Segundo informações da companhia, o empreendimento ampliou em 55% a capacidade de movimentação de contêineres do porto e é o primeiro terminal portuário totalmente eletrificado da América Latina.
Os números de movimentação também indicam o crescimento da atividade. Entre janeiro e agosto de 2026, Suape movimentou 18,8 milhões de toneladas de cargas, alta de 22,8% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. Em 2025, o volume total chegou a 24,25 milhões de toneladas, resultado que colocou o porto na sexta posição entre os portos públicos brasileiros, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).
A expansão da conectividade internacional integra um movimento mais amplo de investimentos em infraestrutura, que inclui obras de dragagem para permitir a operação de embarcações de maior porte. Para a direção da APM Terminals, a nova rota reforça o potencial de Suape como plataforma de distribuição de mercadorias para o Nordeste, com oportunidades para a indústria, o agronegócio e o comércio exterior.
Com a inclusão no serviço UCLA, o terminal pernambucano amplia sua participação nas cadeias internacionais de transporte e fortalece sua posição como alternativa logística para empresas brasileiras que mantêm relações comerciais com os Estados Unidos e o México.