
A Vila do Forró, um dos principais espaços do Arraiá do Povo, na Orla da Atalaia, em Aracaju, vem se consolidando como vitrine do artesanato sergipano e importante fonte de renda para dezenas de expositores. Após os primeiros 30 dias da programação junina, os artesãos fazem um balanço positivo das vendas e projetam um movimento ainda maior com a chegada das férias de julho.
O espaço reúne produtos que refletem a identidade cultural de Sergipe, como rendas, bolsas sustentáveis, peças de decoração, vestuário, acessórios e lembranças típicas, atraindo tanto turistas quanto moradores do estado.
Entre os destaques está a artesã Marilécia da Silva Cardoso, de Laranjeiras, que trabalha com renda irlandesa desde a infância. Segundo ela, a procura pelos acessórios produzidos com a técnica tradicional superou as expectativas. O sucesso das vendas tem exigido a reposição constante do estoque, impulsionada principalmente pelo interesse de visitantes de outros estados e até do exterior. Marilécia observa ainda que os próprios sergipanos têm valorizado cada vez mais o patrimônio cultural representado pela renda irlandesa.
Outra expositora satisfeita é Sara Taisir Mohamed Idris, que transforma folhas naturais em brincos, pingentes, marcadores de livros e quadros utilizando uma técnica criada por seu pai, um imigrante egípcio. Participando pela segunda vez da Vila do Forró, ela afirma ter alcançado a meta de vendas prevista para este ano, beneficiada pela diversidade de peças e pelo interesse do público em conhecer a história por trás do trabalho artesanal.
A sustentabilidade também tem espaço no evento. Integrante do projeto Recria, da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem), Márcia Machado Carvalho produz bolsas a partir de lonas descartadas após eventos. Ela já atingiu cerca de 70% da meta financeira estabelecida para o período e acredita que o aumento do fluxo de turistas em julho deverá ampliar os resultados.
O bom desempenho é compartilhado por outros expositores, como a costureira Marlene Ferreira dos Santos, que vendeu todos os cerca de 150 vestidos de quadrilha confeccionados antes do início dos festejos e segue comercializando acessórios e artigos de decoração na Vila do Forró.
Além de movimentar a economia criativa, o espaço tem conquistado visitantes. A goiana Rosimeire Rodrigues de Souza, que visita Aracaju pela oitava vez, destaca a originalidade do artesanato, a receptividade dos sergipanos e a sensação de segurança na capital. Para ela, esses fatores transformam a cidade em um destino certo para os festejos juninos.
Com mais um mês de programação, a expectativa dos artesãos é de que a alta temporada de julho mantenha o ritmo das vendas e fortaleça ainda mais a valorização da cultura popular sergipana.