
O agronegócio da Bahia iniciou 2026 com crescimento real de 1,7% no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo levantamento divulgado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). O resultado, que desconsidera os efeitos da inflação e das variações de preços, reflete o aumento da produção agrícola em importantes cadeias do setor.
Nos três primeiros meses do ano, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio baiano alcançou R$ 19,18 bilhões em valores correntes. Apesar do avanço em termos reais, o desempenho nominal registrou retração de 0,2% frente ao primeiro trimestre de 2025, o equivalente a uma redução de R$ 29 milhões.
De acordo com a SEI, a queda nominal está relacionada à desvalorização dos preços dos principais produtos agropecuários comercializados no estado. Os preços desses produtos recuaram, em média, 11%, enquanto alimentos e bebidas registraram redução de 9% nos valores de venda.
Mesmo diante desse cenário, o aumento do volume produzido garantiu o crescimento da atividade econômica rural. O desempenho foi impulsionado principalmente pelas culturas de soja e cereais, que apresentaram expansão nas áreas colhidas e na produtividade, contribuindo para o fortalecimento do setor.
Para o economista e coordenador de Contas Regionais da SEI, João Paulo Caetano, o resultado demonstra a capacidade de adaptação e crescimento da agropecuária baiana. Segundo ele, embora os preços tenham pressionado o faturamento, o aumento da produção física das principais culturas manteve o dinamismo do agronegócio no estado.
O levantamento também mostra que o agronegócio respondeu por 13,5% de toda a atividade econômica da Bahia no primeiro trimestre de 2026. Embora continue sendo um dos principais motores da economia estadual, a participação do setor foi ligeiramente inferior à registrada no mesmo período de 2025, quando representava 14,3% do PIB baiano.