
A construção civil nordestina apresentou resultados expressivos na geração de empregos formais nos primeiros oito meses de 2026. A Bahia registrou 15.688 novas vagas com carteira assinada, o terceiro melhor resultado do país, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. Pernambuco também se destacou, figurando entre os três estados com maior geração proporcional de empregos no setor em relação à população.
Os dados fazem parte de levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que contabilizou 200.431 novos postos de trabalho no Brasil entre janeiro e agosto. Na Bahia, a construção de edifícios foi o segmento que mais contribuiu para o resultado. Já Pernambuco apresentou desempenho proporcional inferior apenas ao de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.
Um dos destaques nacionais foi a infraestrutura, responsável pela abertura de 79.065 vagas, crescimento de 26,89% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado superou o da construção de edifícios, com 66.503 contratações, e o dos serviços especializados, com 54.863. Em agosto, o setor alcançou 3,15 milhões de trabalhadores formalizados, recorde da série histórica.
A expansão também chegou a municípios do interior, impulsionada por grandes empreendimentos industriais e de infraestrutura. Inocência, em Mato Grosso do Sul, liderou a geração proporcional de empregos, seguida por Santa Terezinha de Goiás e Jaguarari, na Bahia.
Apesar dos números positivos, o setor enfrenta dificuldades. A sondagem da CNI e da CBIC registrou 45,9 pontos no terceiro trimestre, indicando retração na percepção dos empresários. Juros elevados e custos de produção pressionam os investimentos. O INCC acumulou alta de 6,64% em 12 meses até setembro.
Em contrapartida, o financiamento imobiliário cresceu 20,94% no acumulado de janeiro a agosto, alcançando R$ 222,9 bilhões. O cenário revela uma construção civil que mantém sua capacidade de gerar empregos, mas enfrenta desafios para sustentar o ritmo de expansão.