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4 de novembro de 2026 10:37

Bahia e Pernambuco se destacam na geração de empregos formais na construção civil

Bahia e Pernambuco se destacam na geração de empregos formais na construção civil

Nordeste ganha espaço no mercado de trabalho do setor, enquanto infraestrutura lidera contratações no país. Levantamento da CBIC aponta recorde de empregos, mas alerta para juros elevados e aumento dos custos de produção
Foto: Reprodução/Internet

A construção civil nordestina apresentou resultados expressivos na geração de empregos formais nos primeiros oito meses de 2026. A Bahia registrou 15.688 novas vagas com carteira assinada, o terceiro melhor resultado do país, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. Pernambuco também se destacou, figurando entre os três estados com maior geração proporcional de empregos no setor em relação à população.

Os dados fazem parte de levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), que contabilizou 200.431 novos postos de trabalho no Brasil entre janeiro e agosto. Na Bahia, a construção de edifícios foi o segmento que mais contribuiu para o resultado. Já Pernambuco apresentou desempenho proporcional inferior apenas ao de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

Um dos destaques nacionais foi a infraestrutura, responsável pela abertura de 79.065 vagas, crescimento de 26,89% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado superou o da construção de edifícios, com 66.503 contratações, e o dos serviços especializados, com 54.863. Em agosto, o setor alcançou 3,15 milhões de trabalhadores formalizados, recorde da série histórica.

A expansão também chegou a municípios do interior, impulsionada por grandes empreendimentos industriais e de infraestrutura. Inocência, em Mato Grosso do Sul, liderou a geração proporcional de empregos, seguida por Santa Terezinha de Goiás e Jaguarari, na Bahia.

Apesar dos números positivos, o setor enfrenta dificuldades. A sondagem da CNI e da CBIC registrou 45,9 pontos no terceiro trimestre, indicando retração na percepção dos empresários. Juros elevados e custos de produção pressionam os investimentos. O INCC acumulou alta de 6,64% em 12 meses até setembro.

Em contrapartida, o financiamento imobiliário cresceu 20,94% no acumulado de janeiro a agosto, alcançando R$ 222,9 bilhões. O cenário revela uma construção civil que mantém sua capacidade de gerar empregos, mas enfrenta desafios para sustentar o ritmo de expansão.

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