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4 de novembro de 2026 10:37

Sergipe exporta mais de 230 mil toneladas de frutas cítricas em 2026

Sergipe exporta mais de 230 mil toneladas de frutas cítricas em 2026

Emdagro emitiu 12,4 mil permissões de trânsito para garantir a sanidade da produção. Estado mantém vigilância contra o greening, doença que ameaça a citricultura mundial
Foto: Thiago Santos

Sergipe já enviou mais de 230 mil toneladas de laranja, limão e tangerina para outros estados brasileiros nos primeiros meses de 2026. Para garantir a circulação da produção, foram emitidas 12,4 mil Permissões de Trânsito de Vegetais (PTVs), documentos que atestam o cumprimento das exigências fitossanitárias para o transporte de produtos agrícolas.

O trabalho é coordenado pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), por meio da Coordenadoria de Defesa Vegetal (Codev), responsável pela fiscalização e pelo controle da sanidade vegetal no estado. A certificação fitossanitária de origem é realizada por profissionais habilitados e permite acompanhar a procedência dos produtos, verificar suas condições sanitárias e reduzir os riscos de disseminação de pragas.

A atuação é considerada estratégica para preservar a produção citrícola sergipana e assegurar o acesso a mercados de outros estados. Segundo a diretora de Defesa Animal e Vegetal da Emdagro, Aparecida Andrade, a fiscalização exige vigilância permanente e participação dos produtores, especialmente diante de doenças capazes de comprometer a atividade.

Uma das principais preocupações é o greening, também conhecido como Huanglongbing (HLB), considerado uma das doenças mais graves da citricultura mundial. A enfermidade prejudica a produtividade e a qualidade dos frutos e pode comprometer a viabilidade econômica dos pomares.

De acordo com a Emdagro, Sergipe permanece sem registros da doença. Para preservar essa condição, o estado mantém ações de vigilância, fiscalização e prevenção, além de orientar os produtores a observar possíveis sintomas suspeitos nas plantações.

O volume de frutas transportadas e a quantidade de documentos emitidos demonstram a dimensão do controle necessário para acompanhar a circulação da produção. Mais do que uma exigência burocrática, a certificação fitossanitária funciona como instrumento de proteção dos pomares, rastreabilidade e manutenção da competitividade da citricultura sergipana.

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